Um colete salva-vidas usado por uma sobrevivente do naufrágio do Titanic foi arrematado por R$ 4,5 milhões em leilão. O objeto pertenceu a Laura Mabel Francatelli e foi comprado por um colecionador dos Estados Unidos.

O item e sua procedência

O colete foi utilizado por Laura Mabel Francatelli, secretária particular da condessa de Rothes, que sobreviveu ao desastre de 1912. A peça foi conservada ao longo de mais de um século e chegou ao leilão em estado raro de preservação.

A casa leiloeira responsável pela venda foi a Henry Aldridge & Son, especializada em artefatos históricos ligados ao Titanic. A empresa realizou o leilão no Reino Unido.

Valor e demanda pelo item

O preço final superou as estimativas iniciais, refletindo a demanda crescente por itens vinculados ao naufrágio mais famoso da história. O comprador norte-americano não teve sua identidade divulgada.

O mercado de colecionáveis ligados ao Titanic mantém valorização consistente. Em notícias recentes do setor, peças autênticas do transatlântico têm atingido recordes em leilões internacionais, impulsionadas pelo interesse cultural e pelo aniversário do desastre, que completa 114 anos em abril de 2026.

Contexto histórico do naufrágio

O RMS Titanic afundou na madrugada de 15 de abril de 1912, após colidir com um iceberg no Atlântico Norte. Mais de 1.500 pessoas morreram no desastre. Cerca de 710 sobreviveram, incluindo Laura Mabel Francatelli.

Itens pessoais de sobreviventes são considerados pelos colecionadores como os mais valiosos do segmento, por carregarem comprovação direta de uso durante o evento.