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BTG e Morgan Stanley preparam emissão

Bancos preparam emissão de R$ 2,5 bilhões da Oi

14 outubro 2019 - 15h03Por Investing.com
Investing.com - A bases para a operação da Oi (OIBR3) para a captação de cerca e R$ 2,5 bilhões foram apresentadas ao mercado pelos bancos de investimentos Morgan Stanley (NYSE:MS) e BTG Pactual (BPAC11), de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira pelo jornal Valor Econômico. Por volta das 11h30 desta segunda-feira, as ações ordinárias da Oi (OIBR3) perdiam 1,05% e eram negociadas a R$ 0,94, enquanto as preferenciais (OIBR4) sobem 0,71% a R$ 1,42. Vale ressaltar que o pregão desta segunda-feira é o décimo quarto seguido que as ações ordinárias da companhia operam abaixo de R$ 1,00. Com 30 sessões consecutivas fechando abaixo de R$ 1,00, a Oi (OIBR3) receberá uma notificação da B3 para apresentar um plano para recuperar a cotação do papel acima de R$ 1,00. Leia mais sobre o assunto clicando aqui.

Emissão de dívida

A publicação informa que a proposta prevê a emissão de títulos garantidos por recebíveis da operação de telefonia móvel, com o prazo de vencimento estimado em cinco anos. Uma fonte disse ao jornal que a taxa de juros dos papéis ainda não foi definida, sendo que recebíveis são os instrumentos financeiros que têm como lastro direitos creditórios, títulos ou cessão fiduciária. O jornal explica que, pela mecânica exposta, seria realizado um depósito de R$ 200 milhões que se referem ao pagamento das faturas de telefonia móvel. O valor seria passado, inicialmente, para uma primeira conta, para depois ser repassado para a operadora. São recursos que vão garantir a dívida assumida pela Oi (OIBR3) com dos detentores dos títulos que vierem e ser emitidos. De acordo com Valor, no caso da Oi (OIBR3) não cumprir com o que estiver combinado no acordo, os valores passariam diretamente para os credores. Desta forma, o Morgan Stanley (NYSE:MS) e o BTG (BPAC11) iniciaram conversações com todos os principais acionistas da companhia, inclusive as gestoras de investimentos GoldenTree e York, que juntas detêm mais de 25% do capital da Oi. A reportagem também destaca que os bancos deram preferência no lastreamento das emissões em dívida de recebíveis, e não em ativos. Nas conversas anteriores, a hipóteses miais provável era cogitar que ativos de fibra óptica da operação móvel da Oi (OIBR3) pudessem ser dados em garantia na operação. A companhia reitera a investidores uma previsão de venda até o fim do ano de sua participação na operadora angolana Unitel. A fatia de 25% no capital da Unitel renderia cerca de US$ 1 bilhão. O jornal destaca ainda que os bancos esperam que a emissão também seja concluída neste ano, mas algumas fontes defendem um prazo maior. A explicação é que a Oi (OIBR3) teria condições, com o atual caixa, de se segurar por mais tempo, De acordo com o valor, até o final de julho, a Oi (OIBR3) tinha R$ 3,62 bilhões em caixa, oque teria caído para R$ 3,2 bilhões em setembro. Fontes explicam que boa parte dessa diferença se deve ao pagamento extraordinário de US$ 82 milhões aos detentores de títulos no exterior. Especulações sobre o caixa da companhia despertam atenções dos investidores, inclusive um boato sobre eventual intervenção da Anatel caso o caixa cesse para manutenção de operação das telefonias fixa e móvel. As dificuldades de caixa também alimentam especulações quanto a possíveis compradores como quais ativos podem ser vendidos para salvar a companhia, que está em recuperação judicial desde 2016. China Mobile, Huwaei, AT&T, Telefonica (MC:TEF) e um consórcio entre Telefonica, TIM (SA:TIMP3) Brasil e Claro já foram apontados como prováveis da Oi (OIBR3) ou de parte de suas operações, como a rede móvel.
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