
A Apple encerrou o ano fiscal de 2025 com uma receita recorde de US$ 416 bilhões, o equivalente a US$ 1,14 bilhão por dia, conforme documento enviado à SEC. O resultado foi impulsionado pelo segmento de serviços, que acumulou margens brutas de 75% e superou individualmente a receita de Netflix, Spotify e Adobe.
O ano fiscal, que vai de outubro a setembro, foi composto por quatro trimestres consecutivos de recordes. O primeiro trimestre registrou US$ 124,3 bilhões (+4%), o segundo US$ 95,4 bilhões (+5%), o terceiro US$ 94 bilhões (+10%) e o quarto US$ 102,5 bilhões (+8%). O lucro líquido anual atingiu US$ 112 bilhões.
Serviços como motor de rentabilidade
O segmento de serviços, que inclui App Store, Apple Pay, Apple Music, Apple TV+ e iCloud, registrou recordes históricos em todos os trimestres. Com margem bruta de 75%, contra 37% dos produtos físicos como iPhone, os serviços agora representam mais de um quarto da receita total da companhia e a maior parte do lucro operacional.
Quando Tim Cook assumiu a Apple em 2011, o segmento de serviços era irrelevante. Hoje, apenas essa divisão gera mais receita do que Netflix, Spotify e Adobe somados, segundo o Financial Times.
Base instalada de 2,5 bilhões de dispositivos
A Apple encerrou o ano fiscal com uma base instalada recorde de mais de 2,5 bilhões de dispositivos ativos em todo o mundo, abrangendo iPhones, iPads, Macs, Apple Watches e AirPods. Cada dispositivo funciona como porta de entrada para o ecossistema de serviços, gerando receita recorrente independentemente de lançamentos sazonais.
Essa base de usuários explica a consistência do faturamento diário de US$ 1,14 bilhão, que não depende de campanhas ou temporadas específicas.
Desafios na era da inteligência artificial
Na abertura da WWDC 2026, a Apple enfrenta o desafio de demonstrar crescimento sobre essa base em um mercado dominado por IA. A empresa investiu US$ 14 bilhões em inteligência artificial, valor significativamente inferior aos US$ 200 bilhões da Amazon e US$ 180 bilhões do Google, segundo o SQ Magazine.
A Siri acumula atrasos, enquanto concorrentes como a Nvidia avançam no mercado de laptops premium, historicamente dominado pela Apple. Embora a empresa tenha margem para errar, a rápida evolução do setor impõe riscos à sua relevância.
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