O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não aplaudir o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada em 12 de maio de 2026. O gesto ocorreu diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversas autoridades presentes à mesa solene.

O que aconteceu na cerimônia

Messias recebeu 30 segundos de aplausos da plateia e dos demais integrantes da mesa solene. Alcolumbre, porém, manteve as mãos paradas enquanto os outros aplaudiam o ministro da AGU.

A postura de Alcolumbre foi registrada e chamou atenção dos presentes. O evento marcava a ascensão do ministro Kassio Nunes Marques à presidência do TSE, com presença de Lula e de representantes dos três poderes.

Contexto político

O gesto de Alcolumbre sinaliza tensão entre o presidente do Senado e o advogado-geral da União. A relação entre os dois tem sido monitorada pelo radar político em Brasília, especialmente em um período de articulações para as eleições de 2026.

Alcolumbre ocupa posição estratégica no Legislativo e seu comportamento em eventos públicos carrega peso simbólico considerável. A decisão de não aplaudir Messias em um evento televisionado e de alto perfil protocolar dificilmente passa por acidente.

Posse de Nunes Marques no TSE

A cerimônia marcou a posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente do TSE. O tribunal assume papel central no calendário eleitoral brasileiro, com as eleições de outubro de 2026 se aproximando.

Lula participou do evento e discursou ao lado das principais lideranças do Judiciário, Legislativo e Executivo. A cerimônia reuniu ministros, parlamentares e representantes de partidos políticos.