Lula reafirma indicação de Messias ao STF
Lula reafirma indicação de Messias ao STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou a ministros, em reunião ministerial realizada nesta quarta-feira (3), que não há conflito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e que o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda será indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A afirmação foi relatada por quatro auxiliares do governo que participaram do encontro.

Contexto da crise com o Senado

O Palácio do Planalto atribui a Alcolumbre a articulação que resultou na rejeição histórica da indicação de Messias ao STF pelos senadores. A derrota representou um revés político significativo para o governo Lula, especialmente em um momento em que a estabilidade no Congresso é considerada fator-chave para a agenda econômica e legislativa do Executivo.

Alcolumbre se afastou do Planalto após a escolha de Messias, por defender a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado próximo do presidente do Senado. A ruptura entre as duas autoridades ainda não foi superada: interlocutores de ambos os lados afirmam que não há clima para um encontro direto entre eles no momento.

Articulação política em andamento

Ministros como José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa), além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), atuam para distensionar a relação entre o Planalto e a cúpula do Senado.

Aliados de Lula avaliam que o reenvio do nome de Messias ao Congresso depende de uma conversa prévia entre o presidente e Alcolumbre. O timing da nova indicação ainda está sendo calculado pela equipe política do governo.

Outros pontos da reunião ministerial

Guimarães reforçou, durante a reunião, que a articulação política de todos os ministérios junto ao Congresso deve ser centralizada pela Secretaria de Relações Institucionais para evitar ruídos nas negociações legislativas.

O ministro Sidônio Palmeira (Secom) anunciou que o governo prepara uma campanha de balanço com destaque para obras e projetos em cada estado do país, com peças específicas para televisão e redes sociais. Ainda não há data de divulgação definida.

Lula também reiterou que os novos ministros empossados em abril — após a saída dos titulares que disputarão as eleições de outubro — devem lealdade a ele, e não aos antecessores nas pastas. A declaração foi interpretada como um movimento de empoderamento dos novos integrantes do governo. Esta foi a segunda reunião ministerial do ano; a primeira ocorreu em 31 de março.