O principal índice da bolsa brasileira opera em alta nesta sexta-feira, 7 de agosto, sustentado pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, que reagem à divulgação de seus resultados trimestrais, e pela leitura de um mercado de trabalho norte-americano mais fraco do que o esperado, o que reforça a aposta em um ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos. Por volta das 10h19, o Ibovespa subia 0,17%, alcançando os 175.845,96 pontos, enquanto o índice de small caps (SMLL) registrava leve alta de 0,02%, aos 2.156,95 pontos.

No mercado cambial, o dólar comercial recuava para R$ 5,08, com a primeira parcial da PTAX indicando compra a R$ 5,0883 e venda a R$ 5,0889, segundo dados do Banco Central. O movimento de desvalorização da moeda americana ocorre em linha com o enfraquecimento do dólar no exterior, após a divulgação do payroll de julho, que surpreendeu negativamente ao mostrar fechamento de 23 mil vagas de trabalho, contrariando as projeções de criação líquida de empregos.

Petrobras impulsiona Ibovespa com balanço positivo

No cenário corporativo, a temporada de balanços segue como principal vetor de direção dos negócios. A Petrobras, após apresentar seus números do segundo trimestre, viu suas ações registrarem forte valorização na abertura do pregão. Os papéis PETR3 subiam 1,50%, enquanto as ações preferenciais PETR4 avançavam 1,42%, refletindo a recepção positiva do mercado aos resultados da estatal, que vieram acima das expectativas em meio ao cenário de preços do petróleo e eficiência operacional.

Entre as petroleiras juniores, o desempenho era misto, com a PRIO3 recuando 1,13%, a PetroReconcavo (RECV3) avançando 2,48% e a Brava Energia (BRAV3) caindo 0,92%. A Vale (VALE3), por sua vez, iniciava o dia com alta de 0,65%, cotada a R$ 75,88, contribuindo para o tom positivo do índice.

Bancos e setor financeiro em alta

O setor bancário também operava em terreno positivo, com o Banco do Brasil (BBAS3) subindo 0,20%, o Bradesco (BBDC4) ganhando 0,11%, o Itaú Unibanco (ITUB4) registrando alta de 0,14% e o Santander (SANB11) liderando os ganhos, com valorização de 1,43%. A B3 (B3SA3) avançava 0,13%, cotada a R$ 15,38, enquanto a Hapvida (HAPV3) subia 1,17%, a R$ 11,26, e a Embraer (EMBR3) registrava alta de 0,05%, negociada a R$ 91,70. A Axia Energia (AXIA3), por outro lado, recuava 0,17%, cotada a R$ 53,08.

O desempenho positivo dos bancos ocorre em um contexto de expectativas em torno da política monetária doméstica, com o mercado monitorando os próximos passos do Banco Central em relação à taxa Selic, além do impacto do cenário externo sobre os fluxos de capital.

Varejo sofre forte pressão com balanços fracos

No lado negativo, o setor de varejo concentrava as maiores quedas da abertura, pressionado pelos resultados trimestrais de duas grandes redes. Lojas Renner (LREN3) despencava 9,72%, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) caía 4,16%, após divulgarem seus números do segundo trimestre, que vieram abaixo do esperado pelo mercado. Outras varejistas também operavam em baixa, como Americanas (AMER3) com queda de 2,39%, Azzas (AZZA3) perdendo 1,98%, Auren (AUAU3) caindo 0,84%, Casas Bahia (BHIA3) recuando 2,53%, C&A (CEAB3) com baixa de 3,07%, Riachuelo (RIAA3) caindo 3,02% e Vivara (VIVA3) recuando 1,83%.

No setor supermercadista, o Assaí (ASAI3) caía 0,94% após divulgar seu balanço e retornar a leilão, enquanto Grupo Mateus (GMAT3) e Pão de Açúcar (PCAR3) operavam estáveis. Já os frigoríficos apresentavam desempenho positivo, com Minerva (BEEF3) subindo 0,57% e Marfrig (MBRF3) avançando 0,97%.

Siderúrgicas e outros destaques

As siderúrgicas abriram o pregão em queda, com CSN (CSNA3) recuando 0,21%, Gerdau (GGBR4) perdendo 0,55%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) caindo 0,45% e Usiminas (USIM5) registrando baixa de 0,42%. O movimento reflete a cautela dos investidores com o setor, que segue sensível às oscilações dos preços do minério de ferro e à demanda global por aço.

No cenário macroeconômico, o payroll fraco nos Estados Unidos reforça a tese de que o Federal Reserve pode iniciar um ciclo de cortes de juros em setembro, o que tende a beneficiar ativos de risco em mercados emergentes, como o Brasil. Os investidores agora aguardam os próximos indicadores econômicos e a continuidade da temporada de balanços para ajustar suas posições.

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