
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira uma resolução que busca limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump contra o Irã, em votação de 215 a 208. Quatro republicanos se uniram aos democratas para aprovar a medida, sinalizando crescente resistência no Congresso à condução unilateral do conflito.
O que foi aprovado e qual o impacto real
A resolução, de iniciativa democrata, exige que novas hostilidades contra o Irã sejam autorizadas pelo Congresso antes de serem iniciadas. A votação, no entanto, tem caráter majoritariamente simbólico: para entrar em vigor, a medida precisa ser aprovada também pelo Senado e obter maioria de dois terços em ambas as Casas para superar o veto esperado de Trump.
Histórico de tentativas anteriores
Esta é a quarta resolução do tipo votada na Câmara. As três anteriores fracassaram, mas por margens cada vez menores, o que indica acúmulo de pressão sobre o Executivo. No Senado, uma resolução similar avançou em votação processual no mês passado — após sete tentativas anteriores terem sido bloqueadas.
Leitura para investidores
A tensão entre os poderes Executivo e Legislativo nos EUA em relação ao conflito com o Irã mantém os mercados atentos ao risco geopolítico. Escaladas no Oriente Médio têm impacto direto sobre o preço do petróleo, o dólar como ativo de refúgio e a aversão global ao risco — variáveis que afetam diretamente portfólios de investimentos expostos a ativos internacionais.
Declarações recentes no radar
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os contatos com os EUA não foram interrompidos, mas admitiu que não houve progresso nas negociações para encerrar a guerra. Trump, por sua vez, confirmou ter chamado o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de ‘louco’ em ligação telefônica, acrescentando que os dois ‘se dão muito bem’.





