O mercado de lajes corporativas de alto padrão na cidade de São Paulo atingiu um novo patamar histórico no segundo trimestre de 2026. De acordo com dados da consultoria Binswanger Brazil, o preço médio pedido para locação alcançou R$ 138,20 por metro quadrado, o maior valor já registrado pela série histórica da empresa. Simultaneamente, a taxa de vacância caiu para 12,1%, o menor nível desde o início do levantamento.
A combinação de demanda aquecida pela retomada do trabalho presencial e pela expansão de empresas que buscam novos espaços para operação, aliada a uma oferta futura restrita de empreendimentos classe A e A+, sustenta a valorização dos imóveis corporativos. A sócia-diretora da consultoria, Simone Santos, destacou que a escassez de novos ativos de alto padrão no mercado paulistano contribui para manter os preços em trajetória ascendente, com perspectivas de continuidade no curto prazo.
Itaim/JK e Faria Lima lideram os preços por região
O levantamento da Binswanger Brazil detalha que a região do Itaim/JK apresenta o maior preço médio pedido para locação, de R$ 311 por metro quadrado. Na sequência, a avenida Faria Lima registra média de R$ 302 por metro quadrado, enquanto a região dos Jardins aparece com R$ 229 por metro quadrado. A concentração da demanda nas áreas mais consolidadas do mercado corporativo reforça a estratificação dos valores, com disponibilidade restrita nesses vetores de crescimento.
Considerando as grandes zonas da capital paulista, a Zona Centralizada anotou preço médio de R$ 225,60 por metro quadrado, o maior nível desde 2015. Já na Zona Descentralizada, a média ficou em R$ 88,61 por metro quadrado. Os dados indicam que a recuperação do mercado de escritórios é liderada pelos distritos de maior densidade empresarial, onde a oferta de imóveis de alto padrão é limitada e a demanda por espaços corporativos se mantém firme.
Absorção líquida supera novo estoque e comprime vacância
No segundo trimestre de 2026, a absorção líquida — medida que calcula a diferença entre áreas locadas e devolvidas — totalizou 86 mil metros quadrados, superando os 64 mil metros quadrados de novo estoque entregue ao mercado. Esse descompasso entre oferta e demanda resultou na queda da taxa de vacância consolidada para 12,1%, a menor da série histórica da Binswanger Brazil.
Nas áreas mais valorizadas, a disponibilidade é ainda mais restrita: a Zona Centralizada registrou vacância de 8,3%, enquanto a Zona Descentralizada apresentou índice de 16,6%. A tendência de redução da vacância, combinada com a elevação dos preços pedidos, sinaliza um ciclo virtuoso para os proprietários de lajes corporativas, mas impõe desafios para inquilinos que buscam espaços de alto padrão em localizações premium. O cenário reforça a atratividade do segmento para investidores focados em renda imobiliária, conforme analistas do setor de investimentos têm destacado.





