A Tether informou que sua cooperação com autoridades dos Estados Unidos resultou no bloqueio do equivalente a US$ 52 milhões em criptomoedas. Segundo a emissora do USDT, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) agradeceu formalmente pela colaboração.

Conforme a empresa, autoridades dos EUA confirmaram o congelamento do valor em uma ofensiva executada em um dia contra o grupo que a polícia classifica como Xinbi. As autoridades dos EUA apontam a organização, de raízes asiáticas, como fornecedora de suporte estrutural a quadrilhas de golpistas em vários países. Dados enviados pela Tether teriam ajudado os investigadores a travar transações suspeitas ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro.

Telegram e carteiras congeladas

Segundo a Tether, os criminosos usavam canais do Telegram como ponte entre golpistas e fornecedores de serviços para infrações financeiras, que incluíam sites falsos de investimento e o recrutamento de pessoas para redes de tráfico. Investigadores seguiram o rastro de recursos tirados de vítimas nos EUA até contas desses fornecedores dentro do aplicativo.

Na operação, as forças de segurança assumiram o controle de duas carteiras de criptomoedas dos suspeitos, que somavam o equivalente a US$ 12 milhões e recebiam pagamentos das fraudes. Policiais federais pediram o congelamento judicial de outros 47 endereços públicos ligados ao esquema.

Histórico de cooperação

O diretor executivo da Tether, Paolo Ardoino, disse que as quadrilhas já deveriam ter entendido que ativos digitais não as colocam acima da lei, e agradeceu o reconhecimento do DOJ ao trabalho da empresa. A companhia afirma que já enviou dados a 340 agências de segurança em 67 países e apoiou promotores em mais de dois mil casos. Mais de mil investigações envolveram ações conjuntas com polícias dos EUA, e os bloqueios ligados a crimes cibernéticos passam de US$ 5 bilhões, com metade desse total paralisada em redes descentralizadas junto a órgãos americanos.