Regras regulatórias divergentes entre países seguem limitando o uso de stablecoins em pagamentos internacionais, segundo o Cointelegraph. A avaliação é de Juan Marchetti, diretor da área de serviços e investimentos da Organização Mundial do Comércio (OMC), que falou sobre o tema nesta segunda-feira, em Genebra. Segundo ele, esses ativos respondem por 3% das transações internacionais de pagamento.
Para Marchetti, o entrave não é tecnológico, e sim normativo. Ele citou um levantamento divulgado em outubro de 2025 pelo Conselho de Estabilidade Financeira, segundo o qual apenas 11 das 28 jurisdições analisadas — o equivalente a 39% — concluíram suas normas para stablecoins.
O estudo da OMC relaciona cinco gargalos do financiamento do comércio que as stablecoins poderiam amenizar, entre eles custo, demora e limites cambiais. O documento aponta ainda que os pagamentos transfronteiriços feitos com esses ativos avançaram 35 vezes de 2020 a meados de 2024. Na avaliação de Marchetti, países em desenvolvimento tendem a ganhar mais com o uso desses tokens, pela redução do custo das remessas, embora tenham as regras menos prontas.
Empresas de pagamento também vêm testando a tecnologia. Em agosto, a Mastercard firmou parceria com a Borderless para avaliar transferências internacionais com stablecoins usando a estrutura Crypto Credential. No mesmo mês, a Western Union anunciou acordo com a Rain para lançar carteira digital e cartão Visa que dão ao usuário a opção de guardar e usar uma stablecoin atrelada ao dólar em 37 mercados, com planos de ampliar a oferta para mais de 60 praças, conforme o Cointelegraph.





