O Senado dos Estados Unidos não reuniu votos suficientes para avançar com o Clarity Act, projeto que trata da regulamentação do mercado de criptomoedas. A votação teve 49 votos a favor e 50 contrários, abaixo dos mais de 60 necessários. Os republicanos ocupam 53 cadeiras, o que indica que integrantes do próprio partido do presidente Donald Trump votaram contra a proposta. Os resultados oficiais ainda não haviam sido publicados na página do Senado.

A votação tratava apenas do avanço das discussões no Senado e não representa rejeição definitiva do projeto. Com as eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro, a janela para renegociar o texto e tentar uma nova votação diminuiu. O Clarity Act deve voltar a ser discutido somente em 2027.

O mercado de criptomoedas operava em queda. O Bitcoin recuava 3,9%, o Ethereum caía 5,2% e o XRP, 10,2%. Na Polymarket, a probabilidade de o Clarity Act ser aprovado neste ano caiu para 7%, ante 31% na segunda-feira (14) e 14% horas antes da votação.

A senadora Elissa Slotkin, que votou contra o projeto, afirmou que “as disposições sobre ética nesse projeto são simplesmente insuficientes”. Ela também disse que Trump, seus filhos e seu gabinete lucram bilhões de dólares com o mercado de criptomoedas, em parte retirando dinheiro de americanos comuns. A senadora citou ainda a necessidade de ferramentas contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, mencionando Coreia do Norte e Irã, e afirmou que a CFTC não tem a supervisão nem o pessoal necessários para aplicar a legislação. Elizabeth Warren também apontou a participação do presidente no setor.