Chainlink Proof of Reserve na stablecoin FRNT de Wyoming
Chainlink verifica reservas da stablecoin FRNT de Wyoming

O estado americano de Wyoming passou a usar o Chainlink Proof of Reserve para publicar dados verificados sobre as reservas e a oferta do Frontier Stable Token (FRNT) diretamente on-chain. A integração foi informada nesta quarta-feira (2 de setembro de 2026) pela Comissão do Token Estável de Wyoming e combina exames independentes conduzidos pela The Network Firm com a infraestrutura da Chainlink.

A divulgação on-chain complementa o regime de transparência já adotado pelo estado. Wyoming publica atestações diárias das reservas do FRNT, enquanto o GENIUS Act determina divulgações mensais da composição das reservas e da oferta de stablecoins em circulação. Com a integração, eventuais mudanças no lastro do FRNT passam a ser observáveis de forma mais oportuna entre os períodos de divulgação.

Secure Mint pode condicionar novas emissões

Além da verificação contínua de reservas, a comissão estadual trabalha para implementar o Secure Mint, recurso da Chainlink que exige reservas verificadas iguais ou superiores à oferta total do FRNT antes da emissão de novos tokens. Na prática, a medida funcionaria como uma proteção automatizada contra a criação de stablecoins sem lastro correspondente.

Lastro do FRNT

Lançado em janeiro, o FRNT é uma stablecoin emitida pelo estado e lastreada em dólares americanos e em títulos do Tesouro dos EUA de curto prazo. A receita de juros obtida com as reservas é depositada no School Foundation Program de Wyoming, destinado ao financiamento da educação no estado.

Migração para o CCIP

A adoção do Proof of Reserve ocorre cerca de duas semanas depois de Wyoming migrar integralmente o FRNT da LayerZero para o Cross-Chain Interoperability Protocol (CCIP) da Chainlink. Com a mudança, o CCIP tornou-se a infraestrutura exclusiva de interoperabilidade entre blockchains da stablecoin estadual.

Chainlink amplia presença institucional

A integração com Wyoming é mais um passo da Chainlink no mercado financeiro institucional. Em agosto, a Chainlink tornou-se provedora de dados de preços para as ações tokenizadas do token B20 da Coinbase, após lançamento conjunto na rede Base. Os feeds abrangem papéis como Apple, Nvidia, Meta e Alphabet e permitem que protocolos DeFi utilizem esses ativos em operações como empréstimos, negociação e garantia.

Em junho, a Chainlink ingressou no Projeto Pangea, iniciativa com grupos bancários europeus e sul-coreanos para estudar o uso de stablecoins reguladas denominadas em euros e won em liquidação cambial atômica entre as duas regiões.

No plano da infraestrutura financeira tradicional, a Depository Trust and Clearing Corporation (DTCC) informou em maio que vai integrar a tecnologia da Chainlink a uma plataforma prevista para operar 24 horas por dia, sete dias por semana na administração de garantias tokenizadas. No mesmo mês, a Fidelity International lançou um fundo de liquidez tokenizado apoiado na infraestrutura da Chainlink e da Sygnum, com a JPMorgan fornecendo os dados diários do valor líquido dos ativos para precificação.

LINK acumula alta de 34%

O anúncio ocorre em um momento de valorização do token LINK, que subiu mais de 34% no último mês e era negociado a cerca de US$ 11,07 nesta quarta-feira, segundo dados da CoinGecko.