A Bitget Wallet ultrapassou a marca de 100 milhões de usuários globalmente e anunciou uma integração que permite a compra de stablecoins via Pix no Brasil, em parceria com a infraestrutura de pagamentos alfred. A rampa de entrada também está disponível na Argentina, México e Colômbia, suportando ativos como USDC e USDT. O movimento reflete o crescimento do uso de stablecoins para pagamentos e remessas, com a carteira já tendo emitido mais de 137 mil cartões de pagamento aceitos em mais de 50 mercados, totalizando US$ 31 milhões em gastos no primeiro semestre de 2026.
No mesmo contexto de expansão institucional, a Delend lançou um modelo próprio de inteligência artificial baseado em Transformers para análise de risco em duplicatas escriturais de pequenas e médias empresas. A fintech afirma que o modelo foi testado em uma base superior a 30 milhões de títulos, com mais de R$ 80 bilhões em valor histórico de face, alcançando 97,7% de precisão. O desenvolvimento contou com suporte do Google Cloud Platform via programa Google for Startups, e visa reduzir a assimetria de informações entre credores e tomadores em um mercado potencial de R$ 11 trilhões.
Binance e B3 avançam em certificações e derivativos
A Binance obteve as certificações ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701 para suas operações no Brasil, concedidas pelo British Standards Institution. As certificações abrangem segurança da informação e privacidade, seguindo um ciclo de três anos, e se somam a reconhecimentos já obtidos em França, Japão, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Tailândia e Cazaquistão. A iniciativa faz parte da estratégia de governança da exchange em um setor que busca ampliar a confiança de usuários e reguladores.
Paralelamente, a B3 lançou opções sobre futuros de Bitcoin, Ethereum e Solana, ampliando o leque de derivativos cripto no mercado brasileiro. A novidade oferece aos investidores maior flexibilidade para hedging e especulação, refletindo o amadurecimento do ecossistema de ativos digitais no país. A medida acompanha tendências internacionais de tokenização e produtos financeiros regulados vinculados a criptomoedas.
Bisq sob pressão após ataque e segurança questionada
A plataforma descentralizada Bisq sofreu um ataque em maio de 2026 que resultou na perda de 11,59104 BTC de dez usuários da versão Bisq v1. O incidente explorou verificações insuficientes no protocolo de negociação, permitindo que um invasor manipulasse taxas de mineração negativas. A equipe interrompeu emergencialmente as negociações e publicou correções em áreas como validação do protocolo, carteira, rede P2P, DAO e dependências externas. Fundos mantidos passivamente não foram comprometidos, e as versões Bisq 2 e Bisq Easy permaneceram seguras.
O especialista brasileiro em segurança Everton Melo tentou abrir diálogo com os mantenedores para uma revisão externa da postura de segurança, incluindo política de divulgação e hardening, mas foi informado de que o projeto já contratou um especialista interno e manterá um programa de bounty ainda não público. Para Melo, essa postura limita contribuições preventivas externas, expondo o protocolo a novos riscos. O caso destaca o desafio de equilibrar capacidade operacional e canais para pesquisadores independentes em projetos descentralizados.
Crown e Ripple fortalecem presença institucional no Brasil
A ABcripto anunciou a entrada da Crown como nova associada, fintech emissora do BRLV, stablecoin atrelada ao real com lastro integral em títulos públicos federais custodiados em instituições reguladas pelo Banco Central. Desde o lançamento em outubro de 2025, a Crown registrou mais de R$ 360 milhões em subscrições e cerca de 50% de participação no mercado de ativos virtuais lastreados no real. A empresa foca no uso de stablecoins como infraestrutura para liquidação financeira e soluções B2B2C, e pretende participar de discussões sobre regulação e boas práticas.
A Ripple, por sua vez, trouxe ao Brasil o programa University Digital Asset Xcelerator, em parceria com a Fundação Getulio Vargas. A iniciativa de oito semanas apoiou nove startups brasileiras no desenvolvimento de soluções no XRP Ledger, oferecendo mentorias, recursos técnicos e conexões estratégicas. O movimento reforça a estratégia da Ripple de aproximar pesquisa acadêmica do mercado de criptoativos, ampliando o ecossistema de desenvolvedores na América Latina.





