Visa, Mastercard e Stripe criam plataforma de stablecoins
Visa, Mastercard e Stripe criam plataforma de stablecoins

Visa, Mastercard e Stripe estão próximas de lançar, em conjunto, uma plataforma dedicada a stablecoins. A informação foi publicada pela CoinDesk nesta quarta-feira (3 de junho de 2026), com base em três fontes familiarizadas com os planos. As empresas não confirmaram nem negaram as informações.

O que motiva as gigantes de pagamento

As stablecoins oferecem liquidação rápida, baixo custo operacional e tempo de processamento inferior ao dos sistemas tradicionais. O obstáculo atual é estrutural: comerciantes carecem de infraestrutura compatível, agravado pela fragmentação entre redes distintas. A criação de uma plataforma unificada por Visa, Mastercard e Stripe endereçaria diretamente esse gargalo.

Enquanto o bitcoin é posicionado como reserva de valor de longo prazo, as stablecoins miram o fluxo de pagamentos globais e a dolarização em economias com moedas voláteis. Projeções de mercado indicam que o setor pode atingir US$ 4 trilhões em capitalização até 2030.

Coinbase também estaria no radar da iniciativa

Segundo a reportagem da CoinDesk, a Coinbase — maior corretora de criptoativos dos Estados Unidos — também demonstrou interesse em integrar o empreendimento. A exchange já mantém parceria com a Circle, emissora da USDC, stablecoin de maior liquidez do mercado.

Crescimento dos cartões cripto no mundo

Dados divulgados no início de 2026 mostram que o volume mensal de gastos com cartões de criptomoedas alcançou US$ 1,5 bilhão em 2025. O crescimento foi consistente ao longo dos trimestres. Índia, Argentina, México e Nigéria lideram o uso. O Brasil ocupa a 15ª posição, entre Reino Unido e França.

Visa e Mastercard acumulam, cada uma, mais de 130 parcerias ativas com empresas do setor cripto. Uma plataforma conjunta ampliaria significativamente o alcance dessas integrações.

Regulação nos EUA e o Clarity Act

No cenário regulatório americano, o Clarity Act concentra as atenções. O projeto de lei aborda, entre outros pontos, o funcionamento das stablecoins e a possibilidade de pagamento de rendimentos aos detentores desses ativos digitais. O texto enfrenta resistência de grandes bancos, o que pode retardar sua aprovação e, consequentemente, afetar o ritmo de adoção institucional.