O CEO da Strategy, Phong Le, definiu publicamente as condições sob as quais a empresa liquidaria parte de suas reservas de Bitcoin. A declaração foi feita em entrevista à CNBC na última sexta-feira e representa um dos posicionamentos mais detalhados da companhia sobre a gestão do seu tesouro digital.
Quando a Strategy vende Bitcoin
Segundo Le, existem dois cenários principais que justificariam a venda de BTC. O primeiro é o pagamento do dividendo das Ações Preferenciais Perpétuas em Série A Stretch (STRC), instrumento de crédito corporativo que remunera detentores com um dividendo de 11,5% ao ano. O segundo cenário envolve o adiamento ou compensação de obrigações tributárias.
Condição de acretividade
Le impôs uma condição adicional e relevante: qualquer venda de BTC para pagamento de rendimento aos detentores dos instrumentos de crédito só ocorrerá se a operação for “acretiva” aos acionistas. Ou seja, a transação precisa aumentar a métrica de BTC por ação — caso contrário, a venda não acontece.
Impacto de mercado é limitado
Apesar de a Strategy deter mais de 4% do suprimento máximo de Bitcoin, Le afirmou que eventuais vendas não seriam capazes de mover os mercados de forma significativa. O executivo não detalhou volumes ou cronogramas, mas o posicionamento reforça a leitura de que a empresa trata seu estoque de BTC como ativo estratégico de longo prazo, não como instrumento de liquidez operacional rotineira.
Contexto da posição em BTC
A Strategy acumulou sua posição em Bitcoin ao longo dos últimos anos por meio de captações sucessivas no mercado de capitais, incluindo emissões de ações e instrumentos de dívida. A política declarada por Le confirma que a empresa mantém uma hierarquia clara: vende BTC apenas quando necessário para honrar compromissos financeiros específicos e desde que o movimento beneficie os acionistas ordinários.





