O fundador e CEO da Input Output, empresa por trás do Cardano, Charles Hoskinson, afirmou que gigantes como Google, Amazon e Meta estão “aterrorizadas” com o avanço dos agentes de inteligência artificial. O motivo é direto: até 2035, esses agentes devem superar humanos em relevância dentro do ecossistema digital — e eles não se comportam como usuários comuns diante de anúncios publicitários.
O problema dos agentes de IA para o modelo de negócio do Big Tech
O modelo de receita das grandes plataformas de tecnologia depende fundamentalmente de publicidade direcionada a humanos. Google, Amazon e Meta faturam trilhões de dólares ao influenciar decisões de compra e consumo de conteúdo por meio de anúncios.
Agentes de IA operam de forma radicalmente diferente. Eles tomam decisões baseadas em dados, lógica e objetivos programados — não em impulsos emocionais ou influência publicitária. Um agente de IA encarregado de fazer uma compra simplesmente escolhe a opção mais eficiente, ignorando anúncios patrocinados.
Impacto direto na receita publicitária
Se agentes de IA substituírem humanos como principais usuários da internet, o mercado global de publicidade digital — estimado em mais de US$ 600 bilhões anuais — enfrenta uma ruptura estrutural. Plataformas que faturam com cliques, visualizações e conversões humanas perdem a base do seu modelo.
Hoskinson apontou que esse é o núcleo do temor das Big Techs: não a IA em si, mas a incapacidade de monetizá-la da mesma forma que monetizam humanos.
Cardano e o posicionamento de Hoskinson
Hoskinson fez as declarações no contexto de discussões sobre o papel das criptomoedas e da tecnologia descentralizada frente à transformação digital acelerada pela IA. Para ele, blockchains como o Cardano têm papel relevante em um futuro onde agentes autônomos precisam de infraestrutura de pagamentos e identidade digital sem intermediários humanos.
Agentes autônomos e economias descentralizadas
A tese de Hoskinson sugere que agentes de IA vão operar em mercados próprios, negociando entre si e com humanos por meio de protocolos descentralizados. Nesse cenário, a infraestrutura de blockchain se torna crítica para garantir transações auditáveis e sem necessidade de confiança entre as partes.
Linha do tempo: 2035 como ponto de inflexão
A projeção de Hoskinson coloca 2035 como o horizonte em que agentes de IA se tornam mais relevantes que humanos em volume de interações digitais. O prazo é consistente com previsões de pesquisadores do setor sobre a aceleração das capacidades dos modelos de linguagem e sistemas autônomos.
Empresas de tecnologia já investem pesado em IA generativa e agentes autônomos — a corrida interna dentro do Big Tech indica que as próprias empresas reconhecem a disrupção que estão criando em seus próprios modelos de negócio.





