Eric Trump, filho do presidente dos Estados Unidos e cofundador da American Bitcoin, atacou publicamente o JPMorgan nesta semana após o banco reconsiderar sua posição sobre o bitcoin — ativo que a instituição rejeitou abertamente por anos. A declaração reacende o debate sobre a virada das grandes instituições financeiras tradicionais em relação às criptomoedas.

A crítica direta ao JPMorgan

Eric Trump usou as redes sociais para provocar o banco americano, afirmando que o JPMorgan passou anos “cagando” no bitcoin antes de mudar de posição. O comentário foi uma resposta direta a sinais recentes de que o banco de Jamie Dimon começa a flexibilizar seu posicionamento histórico contra o ativo digital.

Dimon foi um dos críticos mais vocais do bitcoin por anos, chegando a classificar a criptomoeda como fraude em diversas ocasiões públicas. A mudança de tom do banco representa, portanto, uma reviravolta significativa no mercado institucional.

O movimento das instituições tradicionais

A postura do JPMorgan reflete uma tendência mais ampla. Grandes bancos e gestoras de patrimônio dos Estados Unidos passaram a oferecer exposição ao bitcoin para seus clientes após a aprovação dos ETFs de bitcoin à vista pela SEC, em janeiro de 2024.

O Morgan Stanley, o Wells Fargo e o Bank of America também expandiram gradualmente o acesso a produtos relacionados ao bitcoin em suas plataformas. A pressão dos clientes institucionais e de alta renda acelerou essa abertura.

American Bitcoin e o contexto familiar

Eric Trump cofundou a American Bitcoin, empresa de mineração que opera em parceria com a Hut 8. A iniciativa posiciona a família Trump diretamente no setor, o que aumenta o interesse político e econômico nas declarações de Eric sobre o mercado cripto.

A presença da família Trump no segmento de bitcoin e criptomoedas adiciona uma camada geopolítica ao debate, especialmente com o governo federal americano adotando uma postura mais favorável à regulação do setor.

Impacto no mercado

A adoção institucional crescente sustenta a demanda estrutural pelo ativo. Analistas apontam que a entrada de bancos tradicionais no segmento reduz a volatilidade de longo prazo e amplia a base de compradores, fatores que historicamente pressionam os preços para cima em ciclos prolongados.

A crítica de Eric Trump funciona, na prática, como um lembrete público de que o bitcoin percorreu um longo caminho desde a hostilidade aberta das instituições financeiras mais poderosas do mundo.