O BNY Mellon, maior banco custodiante do mundo com US$ 59 trilhões em ativos de clientes, anunciou a expansão de seus serviços de ativos digitais em Abu Dhabi. A instituição firmou parceria com a Finstreet e a ADI Foundation para desenvolver infraestrutura voltada ao mercado de criptoativos no Oriente Médio.

Parceria estratégica nos Emirados Árabes

A Finstreet atua como plataforma de serviços financeiros digitais na região, enquanto a ADI Foundation é uma entidade focada em inovação e desenvolvimento de infraestrutura para ativos digitais. A combinação coloca o BNY no centro de um ecossistema cripto que Abu Dhabi vem construindo ativamente.

O emirado tem adotado regulamentações favoráveis para atrair grandes players financeiros globais. A entrada do BNY reforça essa tendência e sinaliza que bancos tradicionais de grande porte estão acelerando a integração com mercados de ativos digitais fora dos Estados Unidos.

O peso do BNY no mercado global

Fundado em 1784, o BNY é o banco custodiante mais antigo e maior dos EUA. Seus US$ 59 trilhões em ativos sob custódia representam uma fatia expressiva da riqueza financeira global. A expansão cripto não é movimento isolado — o banco já oferece serviços de custódia de bitcoin e ativos digitais para clientes institucionais nos EUA desde 2022.

A movimentação em Abu Dhabi aprofunda a presença internacional da instituição no segmento. O mercado do Oriente Médio tem atraído gestoras, exchanges e custodiantes globais, impulsionados por regimes regulatórios mais ágeis do que os encontrados na Europa ou nos EUA.

Infraestrutura digital como diferencial competitivo

O papel da ADI Foundation

A ADI Foundation atua no desenvolvimento de padrões e infraestrutura para tokenização de ativos. Sua participação na parceria indica que o foco vai além da simples custódia de criptomoedas — o objetivo inclui ativos tokenizados, como títulos e fundos em blockchain.

Posição da Finstreet

A Finstreet conecta o BNY à rede local de instituições financeiras e reguladores dos Emirados. Essa ponte reduz a fricção operacional e acelera o licenciamento para operações digitais na jurisdição de Abu Dhabi.

Análise de mercado

A expansão do BNY em Abu Dhabi reflete uma disputa crescente por liderança na custódia institucional de criptomoedas fora dos mercados ocidentais. Com reguladores americanos ainda em fase de definição de marcos para ativos digitais, bancos globais buscam jurisdições mais previsíveis para testar e escalar operações. Abu Dhabi, com o ADGM como centro regulatório, oferece exatamente esse ambiente. O movimento do BNY tende a pressionar concorrentes como State Street e JPMorgan a acelerarem iniciativas similares na região.