O Banco Central do Brasil confirmou que o Drex ainda está longe de ser lançado. O diretor Paulo Picchetti, durante o XII Seminário Anual de Política Monetária, reconheceu publicamente que a moeda digital do país enfrenta obstáculos técnicos relevantes e que não há prazo definido para sua implementação definitiva.

Entraves técnicos travam o projeto

Picchetti admitiu que o Drex acumula uma série de “nós” ainda sem solução. O BC não detalhou um cronograma específico para superar as dificuldades, o que reforça a incerteza em torno do projeto.

O termo “nós” foi usado pelo próprio diretor para descrever os gargalos técnicos que impedem o avanço da Central Bank Digital Currency (CBDC) brasileira. Entre os principais desafios estão questões ligadas à privacidade das transações e à interoperabilidade da plataforma.

BC mantém postura cautelosa

A autoridade monetária adotou um discurso defensivo sobre o ritmo de desenvolvimento do Drex. Sem apresentar datas ou metas concretas, o BC sinalizou que a prioridade é resolver os problemas técnicos antes de qualquer lançamento.

Na mesma ocasião, o Banco Central reforçou suas críticas ao uso do bitcoin como meio de pagamento, distanciando o projeto da CBDC do debate sobre criptoativos privados.

Piloto ainda em andamento

O Drex está em fase piloto desde 2023. Instituições financeiras participam dos testes, mas os resultados ainda não foram suficientes para garantir uma data de lançamento ao público geral.

Impacto no mercado financeiro

A indefinição sobre o Drex afeta diretamente o planejamento de bancos e fintechs que aguardam a infraestrutura da CBDC para desenvolver novos produtos. A ausência de um prazo claro aumenta a incerteza para o setor.

O Brasil segue na lista de países que desenvolvem moedas digitais soberanas, mas o atraso coloca o projeto em posição desfavorável em relação a iniciativas mais avançadas, como o e-CNY da China e o projeto do Banco Central Europeu.