
Bitcoin demonstra resiliência acima de US$ 81 mil mesmo com pressão inflacionária nos EUA e tensões globais.
O Bitcoin hoje opera em leve alta, lutando para consolidar sua posição acima do patamar de US$ 81 mil. O movimento ocorre em um cenário desafiador, marcado por dados de inflação nos Estados Unidos acima do esperado e a continuidade de impasses geopolíticos no Oriente Médio.
Bitcoin hoje e a resistência frente ao CPI americano
Nesta quarta-feira (13), a principal criptomoeda do mercado apresenta uma valorização de 0,5%, sendo negociada a US$ 81.091. Em moeda nacional, o ativo é cotado a aproximadamente R$ 398.167.
A resiliência do BTC chama a atenção dos analistas, dado que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA atingiu 3,8% em abril, o nível mais alto em três anos. Esse dado reduziu drasticamente as expectativas do mercado por um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda em 2026, elevando, inclusive, as apostas de uma possível alta em dezembro.
Impacto nos mercados globais e correlação
Diferente do mercado de criptoativos, as bolsas tradicionais sentiram o impacto da inflação com mais força. O índice S&P 500 recuou 0,2%, enquanto o Nasdaq caiu 0,9%, impulsionado por vendas massivas no setor de semicondutores.
Especialistas apontam que o Bitcoin hoje segue um viés de consolidação pressionada. Os principais fatores que pesam contra o apetite por risco no curto prazo incluem:
- Yields americanos: Títulos do Tesouro de dois anos operando próximos de 4%.
- Dólar forte: Sequência de alta da moeda americana.
- Petróleo: Preços elevados devido aos conflitos entre EUA e Irã.
Desempenho das Altcoins e cenário técnico
Enquanto o Bitcoin hoje busca estabilidade, outras criptomoedas apresentam desempenhos variados. O Ethereum (ETH) avança 1,1%, cotado a US$ 2.314, enquanto o XRP sobe 0,5%. Os destaques positivos do dia ficam para a Dogecoin (DOGE), com alta de 4,3%, e o BNB, que valoriza 3,1%.
Tecnicamente, a tendência para o BTC é de oscilação entre os suportes de US$ 79.800 e resistências de US$ 82.300. Caso os rendimentos dos títulos americanos continuem a avançar, há um risco real de teste da parte inferior dessa região de preço.





