Sala de reunião do Copom no Banco Central com placa de identificação em destaque para análise de mercado financeiro.
Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil em Brasília.

A terça-feira (5) concentra três eventos de alto impacto para os mercados financeiros: a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o balanço trimestral do Itaú Unibanco e os dados de vagas de emprego dos Estados Unidos (JOLTS). O conjunto de informações deve ditar o tom dos ativos brasileiros e globais ao longo do dia.

Ata do Copom no centro das atenções

O Banco Central publica a ata da reunião do Copom realizada na semana passada. O documento detalha os argumentos que fundamentaram a decisão sobre a taxa Selic e oferece sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.

Economistas monitoram especialmente qualquer linguagem que indique pausa no ciclo de ajuste ou mudança no ritmo de altas. A leitura do texto costuma mover a curva de juros futuros e o câmbio de forma imediata.

Para uma análise aprofundada do cenário macroeconômico, acompanhe a seção de macroeconomia da SpaceMoney.

Itaú divulga resultado do primeiro trimestre

O Itaú Unibanco apresenta seu balanço referente ao primeiro trimestre de 2026. O banco é o maior da América Latina por valor de mercado e seus resultados funcionam como termômetro do setor financeiro doméstico.

O mercado projeta crescimento do lucro líquido recorrente na comparação anual, sustentado pela expansão da carteira de crédito e pela resiliência da margem financeira em ambiente de juros elevados. Inadimplência e provisionamento são os pontos que analistas acompanham com mais cautela.

JOLTS mede fôlego do mercado de trabalho americano

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga o relatório JOLTS (Job Openings and Labor Turnover Survey) referente a março. O índice mede o número de vagas abertas na economia americana e é monitorado de perto pelo Federal Reserve como indicador de pressão inflacionária via mercado de trabalho.

Uma leitura acima do esperado reforça o argumento de que o Fed não tem pressa para cortar juros, pressionando o dólar globalmente e pesando sobre emergentes como o Brasil.

O que mais está na agenda

Dados domésticos

O dia também conta com indicadores secundários de atividade econômica no Brasil, além de discursos de diretores do Banco Central que podem complementar a leitura da ata do Copom.

Cenário externo

Na Europa, declarações de membros do Banco Central Europeu (BCE) entram no radar após semana de incerteza sobre o ritmo de cortes de juros na zona do euro. A combinação de fatores externos e domésticos coloca o mercado em modo de atenção elevada nesta sessão.