O atacante Jaminton Campaz, que atua no Rosario Central e defendeu a seleção colombiana na Copa do Mundo, tornou-se alvo de ameaças de morte após perder um gol decisivo nos minutos finais da prorrogação contra a Suíça, partida que culminou na eliminação da Colômbia nos pênaltis. A Federação Colombiana de Futebol (FCF) emitiu nota oficial nesta sexta-feira (10) repudiando as intimidações e solicitando à Procuradoria-Geral da República agilidade nas investigações para identificar os responsáveis.
Contexto da eliminação e reação institucional
O jogo, válido pelas oitavas de final, terminou em 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação. Campaz teve a chance de definir a partida aos 114 minutos, quando, cara a cara com o goleiro Kobel, chutou por cima do travessão. Na disputa de pênaltis, a Colômbia perdeu por 4 a 3, com erros de Davinson Sánchez e Cucho Hernández. Campaz converteu sua cobrança, mas a eliminação gerou forte reação da torcida.
A FCF classificou as ameaças como inaceitáveis e afirmou que nenhum atleta deve ser submetido a intimidação por representar o país. O comunicado reforça que o esporte deve ser ambiente de união e respeito, não de ódio ou violência, e cobra punição exemplar aos culpados. A entidade também pediu que os colombianos garantam que as diferenças competitivas não se traduzam em agressões.
Posicionamento dos atletas e apoio
Campaz usou o Instagram para se manifestar, sem mencionar diretamente as ameaças, mas pedindo respeito. Ele compartilhou a dor da eliminação com o povo colombiano e afirmou ter dado tudo em campo. A mensagem finaliza com um apelo para que a paixão pelo futebol não justifique o ódio ou o medo. Nos comentários, o argentino Di María, companheiro de clube no Rosario Central, escreveu uma mensagem de apoio, incentivando Campaz a manter a cabeça erguida e a não desistir dos sonhos.
Di María destacou que o futebol oferece segundas chances e que ninguém deve roubar a alegria de ter jogado uma Copa do Mundo pelo país. A mobilização de figuras influentes pode ajudar a mitigar os danos reputacionais e a pressão sobre o atleta, que já tem histórico de atuação no Grêmio e no futebol argentino.
Implicações para o mercado e segurança
Embora o episódio seja essencialmente esportivo, ele levanta questões relevantes para investidores e patrocinadores. A segurança de atletas é fator crítico para a valorização de marcas e contratos de imagem. Casos de ameaças podem afetar o desempenho em campo e, consequentemente, o valor de mercado de jogadores e clubes. A Colômbia, que já enfrenta desafios de segurança pública, vê no esporte uma vitrine internacional que pode ser manchada por episódios de violência.
Para o Rosario Central, a exposição negativa pode gerar custos adicionais com segurança e assessoria jurídica, além de possível impacto no moral do elenco. A atuação das autoridades será determinante para restaurar a confiança no ambiente esportivo e evitar que episódios semelhantes prejudiquem o desenvolvimento do futebol como negócio.





