
O Ibovespa sobe cerca de 3% e opera na casa dos 186 mil pontos nesta quarta-feira (2). Para Marlon Scatolin, analista de renda variável da Empiricus, o movimento, porém, exige cautela: a análise gráfica do índice começa a mostrar sinais de sobrecompra.
Scatolin afirmou que aproximadamente 56% dos ativos que compõem o Ibovespa estão em condição técnica favorável. “A gente tem aproximadamente 56% dos nossos ativos que compõem o Ibovespa dentro de uma condição técnica favorável, mas isso não quer dizer que a gente vá sair comprando todos eles”, disse.
O analista também ressaltou que alguns indicadores técnicos já mostram condição de sobrecompra. Para ele, é importante entender o que está por trás da alta e avaliar se o movimento é saudável no longo prazo. Na leitura gráfica, seria interessante que o Ibovespa fizesse um movimento de repique, para que a alta ganhe consistência.
Scatolin citou o desempenho do Ibovespa em 2025 como referência de movimento sustentado. Segundo ele, os 32% de alta daquele ano não ocorreram em um único pregão, mas ao longo de dias com altas e baixas. Foi essa alternância, na visão do analista, que permitiu ao índice avançar com mais solidez.
Ibovespa rumo aos 200 mil pontos?
O analista considera o patamar de 200 mil pontos importante, mas afirma que o Ibovespa é “inflacionado”. Na avaliação dele, o índice pode buscar essa região, porém não em um único dia.
Uma alta abrupta, segundo Scatolin, pode resultar em aumento do risco. Esse cenário, inclusive, poderia levar fundos a zerarem suas posições, algo que não fariam se a movimentação ocorresse de modo mais saudável.
“Quando a gente fala sobre gráfico, não é simplesmente ele subir qualquer porcentagem, é ele subir com um movimento saudável, em que ele sobre um pouco e faz um pullback com uma seleção de ativos, que é o que aconteceu em 2025, um ano espetacular”, concluiu Scatolin.





