Ibovespa recua aos 180 mil pontos; dólar a R$ 4,89
Ibovespa recua aos 180 mil pontos; dólar a R$ 4,89

O Ibovespa encerrou a sessão de terça-feira (12) em queda pelo segundo pregão consecutivo, recuando aos 180 mil pontos após a divulgação dos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, o tombo das ações da Petrobras (PETR4) pós-balanço e a escalada nas tensões entre Irã e EUA. O dólar comercial fechou o dia a R$ 4,89.

IPCA pressiona o mercado doméstico

Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril pesaram sobre o humor dos investidores. A leitura acima do esperado reacendeu preocupações com o ritmo de aperto monetário pelo Banco Central e ampliou a aversão ao risco no mercado local.

Nos Estados Unidos, os dados de inflação ao consumidor (CPI) também foram monitorados de perto. O resultado influenciou as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve, afetando mercados globais e pressionando ativos de risco ao redor do mundo.

A combinação de pressão inflacionária simultânea nas duas maiores economias das Américas contribuiu para o movimento de saída de posições em renda variável durante a sessão.

Petrobras (PETR4) lidera quedas após balanço do 1T26

As ações da Petrobras foram o principal vetor de baixa do índice. A estatal divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 e o mercado reagiu negativamente, com PETR4 registrando queda expressiva na sessão.

Pontos do balanço que pesaram

Os investidores avaliaram margens, geração de caixa e perspectivas de dividendos à luz do cenário atual de preços do petróleo. Qualquer sinalização de redução nos proventos ou deterioração operacional tende a provocar venda imediata no papel, dado o peso relevante da estatal no mercado de commodities e na composição do Ibovespa.

Petrobras representa parcela significativa do índice, o que amplifica o impacto de sua queda sobre o desempenho geral da bolsa.

Tensões geopolíticas entre Irã e EUA sustentam cautela

A escalada nas tensões entre Irã e Estados Unidos manteve o apetite por risco contido ao longo de toda a sessão. Conflitos geopolíticos no Oriente Médio historicamente elevam a volatilidade nos mercados financeiros globais e impulsionam a busca por ativos considerados mais seguros.

O cenário externo adverso reforçou a pressão vendedora já presente por conta dos dados de inflação e do balanço da Petrobras.

Dólar fecha a R$ 4,89

A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 4,89, refletindo o ambiente de aversão ao risco e o fortalecimento global do dólar diante das incertezas macroeconômicas e geopolíticas. O movimento cambial adiciona pressão sobre a inflação doméstica e sobre os custos das empresas importadoras listadas na bolsa.