Painel eletrônico de cotações da bolsa de valores mostrando números em vermelho.
Ibovespa registra queda nesta segunda-feira (11).

O Ibovespa (IBOV) encerrou a sessão desta segunda-feira (11) em terreno negativo, pressionado pelo recuo generalizado do setor bancário e pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal índice da bolsa brasileira registrou queda de 1,19%, fechando aos 181.908,87 pontos.

Bancos lideram perdas do índice

O setor financeiro, de grande peso na carteira teórica, foi o principal detrator do dia. O Itaú Unibanco (ITUB4), que havia impulsionado o índice na última semana, recuou 2,25%, cotado a R$ 40,33. O papel registrou a maior liquidez do pregão, com um volume de saída de R$ 1,5 bilhão em mais de 61 mil negócios.

Mesmo instituições com resultados trimestrais sólidos não escaparam do mau humor do mercado. O BTG Pactual (BPAC11), após reportar lucro líquido de R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — uma alta de 42% — viu suas ações caírem 2,88%, encerrando a R$ 56,96.

Commodities sustentam contrapartida positiva

Apesar da queda do índice, as empresas exportadoras de matérias-primas atuaram como um amortecedor para perdas maiores. A Vale (VALE3) disparou 2,41%, acompanhando a valorização do minério de ferro na China.

No setor petrolífero, a Petrobras (PETR4; PETR3) avançou mais de 1%, impulsionada pela alta do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 104 o barril em Londres.

Destaques de altas e baixas

Abaixo, as variações mais expressivas do pregão:

TickerVariaçãoPreço (R$)
BEEF3 (Minerva)+5,37%4,32
VALE3 (Vale)+3,49%83,62
COGN3 (Cogna)-7,09%2,62
CEAB3 (C&A Brasil)-7,03%11,37

Cenário macroeconômico e inflação no radar

Internamente, os investidores reagiram às novas projeções do Boletim Focus. Pela nona semana consecutiva, a estimativa para o IPCA de 2026 foi elevada, passando de 4,89% para 4,91%, permanecendo acima do teto da meta estabelecido pelo Banco Central. A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 13%.

No cenário político, a pesquisa Futura/Apex Partners trouxe um empate técnico para um eventual segundo turno presidencial entre Lula (44,4%) e Flávio Bolsonaro (46,9%), considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Tensão global e câmbio

O dólar comercial registrou leve queda de 0,05%, encerrando cotado a R$ 4,89. O mercado global monitora a deterioração das relações entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, o que mantém a pressão sobre os preços internacionais de energia.