
O mercado financeiro brasileiro inicia a semana com movimentos intensos nesta segunda-feira. O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,45%, cotado aos 175.505 pontos. Paralelamente, o dólar comercial acentua suas perdas no início da manhã, registrando queda de 0,35% e sendo negociado a R$ 5,022. Os investidores locais operam divididos entre o otimismo externo e novos alertas macroeconômicos domésticos.
Projeção de inflação sobe pela 12ª semana consecutiva
O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central trouxe novos dados sobre as expectativas dos analistas. O mercado elevou a projeção do IPCA para 2026 pela 12ª semana seguida, subindo de 5,04% para 5,09%. As estimativas para a inflação de 2027 e 2028 também avançaram, ajustadas para 4,02% e 3,66%, respectivamente.
Por outro lado, as projeções para as taxas de juros permaneceram inalteradas. A expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 continua fixada em 13,25%.
No âmbito do crescimento econômico, os analistas revisaram ligeiramente para cima a estimativa do PIB para este ano, passando de 1,89% para 1,90%. No câmbio, a projeção do dólar para o encerramento de 2026 recuou de R$ 5,17 para R$ 5,16.
Resumo dos principais indicadores do Relatório Focus
- IPCA 2026: Alta de 5,04% para 5,09%.
- PIB 2026: Ajuste positivo de 1,89% para 1,90%.
- Selic 2026: Manutenção em 13,25%.
- Dólar 2026: Recuo de R$ 5,17 para R$ 5,16.
Curva de juros futuros abre em alta generalizada
Como reflexo imediato das revisões altistas para a inflação, as taxas dos juros futuros (DIs) iniciaram o pregão em elevação por toda a curva.
O contrato com vencimento para janeiro de 2027 abriu cotado a 14,115%, exibindo avanço de 0,025 ponto percentual em relação ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2028 registrou taxa de 13,945%, subindo 0,035 ponto. Na parte mais longa da curva, o vencimento para 2031 opera a 13,930%, acumulando uma valorização de 0,045 ponto.
FMI valida flexibilidade na condução da política monetária
Em relatório oficial publicado nesta segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que a economia do Brasil tem demonstrado resiliência diante de múltiplos choques macroeconômicos. A instituição projeta que o crescimento econômico do país deve se recuperar plenamente ao longo deste ano, calculando uma taxa de expansão de 2,5% a médio prazo.
De acordo com o FMI, a manutenção da flexibilidade nas próximas etapas da política monetária é justificável. A organização apontou que a elevada incerteza interna e as pressões inflacionárias decorrentes dos altos preços mundiais da energia exigem cautela das autoridades monetárias.
Cenário externo: tensões no Oriente Médio disparam cotação do petróleo
Lá fora, os contratos futuros de petróleo operam com forte valorização superior a 3% nesta manhã. O petróleo tipo WTI avança 3,73%, cotado a US$ 90,62 o barril. Já o barril do tipo Brent registra alta de 3,19%, negociado na casa de US$ 94,03.
O estresse nas commodities energéticas foi impulsionado pela ampliação das ofensivas militares promovidas por Israel na região sul do Líbano. A escalada bélica renova as preocupações globais e ameaça a estabilidade do frágil cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã. Em contrapartida, os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta moderada, sustentados pelo desempenho favorável e forte apetite de risco no setor de inteligência artificial.





