Ibovespa acumula 10 quedas seguidas com saída de estrangeiros
Ibovespa acumula dez pregões consecutivos de queda

O Ibovespa fechou a segunda-feira (17) em leve baixa de 0,09%, aos 166.783,57 pontos, ampliando para dez o número de pregões consecutivos no vermelho. O movimento ocorre em meio à retirada expressiva de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira e às incertezas ligadas ao cenário eleitoral.

Segundo o Monitor do Mercado, dados da B3 mostram que investidores estrangeiros sacaram R$ 15,6 bilhões da Bolsa em agosto até a quinta-feira (13). A saída de capital soma-se à preferência global por ativos considerados mais seguros e por mercados desenvolvidos, sobretudo empresas de tecnologia, o que reduz a liquidez disponível para mercados emergentes.

Atividade econômica e juros

No plano doméstico, o IBC-Br de junho indicou perda de força da atividade econômica. O indicador, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), pode abrir espaço para novos cortes de juros pelo Banco Central (BC), o que tende a influenciar a trajetória dos ativos locais nas próximas semanas.

Tensão entre EUA e Irã pressiona petróleo

No cenário externo, o conflito entre Estados Unidos e Irã seguiu no radar dos investidores. Com o Estreito de Ormuz permanecendo fechado, o escoamento do petróleo segue prejudicado e as negociações continuam sem solução. As cotações da commodity fecharam em alta de quase 3%, o que beneficiou as ações da Petrobras.

Destaques do pregão

Os grandes bancos voltaram a registrar vendas expressivas, com o mercado preocupado com a deterioração da situação financeira de empresas nos últimos meses e seus possíveis impactos sobre o setor. Itaú caiu 1,59%, Bradesco recuou 1,93% e Banco do Brasil teve queda de 2,34%.

Na ponta positiva, Petrobras subiu 1,35% (ON) e 0,90% (PN), acompanhando o avanço do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Vale ganhou 0,15%, mesmo com a queda do minério de ferro em Dalian.

Maiores altas e baixas

As maiores altas do dia foram Magazine Luiza (+8,18%), Minerva (+5,94%) e Braskem (+5,48%). Já as principais quedas ficaram com Suzano (-3,45%), Cosan (-2,72%) e Hypera (-2,46%).