
A Petrobras (PETR4) devolveu nesta sexta-feira (17) cerca de um quarto do valor de mercado acumulado desde o início das tensões no Oriente Médio, registrando uma das maiores quedas diárias de sua história na bolsa. A companhia encerrou o pregão avaliada em R$ 629,877 bilhões, uma destruição de R$ 34,064 bilhões em um único dia.
O que derrubou as ações da Petrobras
O gatilho foi externo: sinalizações de desescalada nas tensões entre Irã e potências ocidentais reverteram o prêmio de risco geopolítico embutido nos preços do petróleo. Com o óleo cedendo no mercado internacional, papéis de produtoras ao redor do mundo foram pressionados — e a Petrobras, maior exportadora de petróleo do Brasil, sofreu o impacto de forma direta e imediata.
A lógica é simples: parte relevante da valorização recente de PETR3 e PETR4 foi construída sobre a expectativa de preços do petróleo sustentados pelo conflito. Com a percepção de alívio geopolítico, o mercado desfez posições rapidamente.
Dimensão da queda
A perda de R$ 34,064 bilhões representa a quarta maior queda diária absoluta em valor de mercado já registrada pela Petrobras. O dado coloca o movimento desta sexta na mesma categoria de eventos extremos de mercado que afetaram a companhia em crises anteriores.
Contexto do rali recente
Desde o início das hostilidades envolvendo o Irã, as ações da Petrobras acumulavam ganhos expressivos, impulsionadas pela alta do Brent e pelo prêmio geopolítico. A queda desta sexta indica que ao menos 25% desse movimento foi revertido em uma única sessão.





