
As ações da Lojas Renner (LREN3) fecharam a sessão desta segunda-feira (17) com queda de 1,69%, a R$ 11,02, próximas da mínima intradia, mesmo diante do alívio na curva de juros futuros após o IBC-Br. O movimento ocorreu em meio à atualização de estimativas do Citi para a varejista, após resultados mais fracos do segundo trimestre e a revisão do guidance, classificados pelo banco como “claramente negativos”.
O Citi cortou o preço-alvo das ações de R$ 17 para R$ 16, o que ainda implica potencial de valorização de 42,7% sobre o fechamento da última sexta-feira (14). O banco também reduziu as estimativas de lucro em 4% para 2026 e 2% para 2027, além de cortar as projeções de margem Ebitda em 60 pontos-base neste ano e 40 pontos-base no próximo.
“Introduzimos uma visão de queda no curto prazo para refletir o aumento da concorrência internacional e um cenário macroeconômico mais desafiador”, afirmaram os analistas.
Apesar disso, o Citi manteve a recomendação de compra para os papéis. “Em última análise, a LREN continua sendo principalmente uma tese de dividendos, ainda que com crescimento modesto”, disse o banco. “Em nosso preço-alvo, o P/L implícito para 2027 ainda é de cerca de 10 vezes, mas concordamos que esse nível é discutível diante das menores expectativas de crescimento”, acrescentaram.
Os números do segundo trimestre
No 2T26, a varejista de moda registrou lucro líquido de R$ 404,6 milhões, praticamente estável na comparação com um ano antes. O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 844,6 milhões, queda de 5,3%, refletindo principalmente o desempenho mais fraco da operação de serviços financeiros.
A receita líquida de varejo atingiu R$ 3,689 bilhões, alta de 1,1% na comparação anual, enquanto as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 0,5%.
Guidance revisado para 2026
Junto com o balanço, a Renner revisou para baixo a projeção de crescimento da receita líquida para este ano. O guidance foi reduzido de 9% a 13% para um intervalo entre 4% e 8%.
Segundo a companhia, a revisão reflete o desempenho de vendas abaixo do esperado no trimestre, influenciado por um ambiente macroeconômico e competitivo mais desafiador.





