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Economia

Total de brasileiros endividados sobe para 74%

Percentual representa recorde da série histórica realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

05 outubro 2021 - 13h47Por Redação Spacemoney

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer alcançou 74% em setembro, atingindo o nível recorde da série histórica realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Por outro lado, porém, houve queda na inadimplência, o que sinaliza um quadro menos negativo.

Em setembro, 74% das famílias entrevistadas relataram ter dívidas a vencer - no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro ou de casa -, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC. O número representa alta de 1,1 ponto percentual em relação a agosto, e de 6,8 pontos ante setembro de 2020, o maior incremento anual da série histórica.

Mesmo com as altas recentes dos juros e o recorde no endividamento, os indicadores de inadimplência mostraram a segunda redução mensal consecutiva: o percentual de famílias com dívidas ou contas em atrasos atingiu 25,5% do total de famílias, 0,1 ponto menor do que o nível de agosto, 1 ponto abaixo do apurado em setembro de 2020. 

A parcela das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que permanecerão inadimplentes – caiu para 10,3%, queda mensal de -0,4 pontos, e anual de -1,3 pontos.

Grupos

O endividamento dos grupos de renda pesquisados segue apresentando tendências semelhantes desde abril. Em setembro, para as famílias com renda até dez salários mínimos, o percentual das endividadas saltou de 74,2% para 75% do total, também renovando a máxima histórica do indicador. No mesmo mês de 2020, 69% das famílias nessa faixa de renda estavam endividadas.

Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados igualmente alcançou o maior patamar, com incremento de 67,6% para 68,9% em setembro, ante 59% em setembro de 2020. Para esse grupo, o endividamento vem apontando níveis recordes mensalmente, desde fevereiro deste ano. 

Inadimplência

Também houve tendências análogas na inadimplência entre as faixas de renda, na passagem de agosto para setembro. A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de até dez salários mínimos diminuiu de 28,8% para 28,6%, ante 30% em setembro de 2020.

No grupo com renda superior a dez salários mínimos, o percentual caiu de 11,8% para 11,7% na passagem mensal, a menor proporção desde fevereiro deste ano.

Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso – e que vão permanecer inadimplentes – vinha aumentando desde abril entre os com renda até dez salários mínimos, interrompeu a sequência de quedas em julho, mantendo essa dinâmica em setembro. O indicador chegou a 12,1% do total de famílias, ante 13,8% em setembro de 2020.

Entre os com mais de 10 salários de renda, 3,4% não terão condições de quitar compromissos financeiros em aberto, ante 4,8% em setembro do ano passado.

Conforme a CNC, a inflação corrente mais alta tem deteriorado os orçamentos domésticos e diminuído o poder de compra das famílias, em especial as na faixa de menor renda. Alimentos, medicamentos, transportes e energia são os grupos de itens com maiores altas nos preços e aqueles de maior peso na cesta de consumo do brasileiro de renda média e baixa.

"A renda dos consumidores também está afetada pela desocupação ainda elevada no mercado de trabalho formal, e o aumento de participação da informalidade, especificamente do trabalho por conta própria sem carteira assinada, provoca instabilidade nos rendimentos mensais. Além disso, pesa nesse contexto o auxílio emergencial de menor valor pago este ano a um menor grupo de indivíduos", diz ainda a análise da pesquisa.
 

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