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Governança

Reforma do Estatuto da Copel melhora percepção de risco para ação, dizem analistas

21 janeiro 2021 - 11h55Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - A proposta de reforma do Estatuto Social e a nova política de dividendos da Copel (SA:CPLE6) sinalizam avanços bem-vindos em governança corporativa e devem melhorar a percepção de risco por parte dos investidores, disseram analistas do Goldman Sachs e da XP Investimentos em relatórios nesta quinta-feira (21).

Nesta quarta-feira (20), a Copel anunciou que o conselho de administração aprovou o encaminhamento da proposta de reforma do Estatuto Social da companhia para deliberação da Assembleia Geral de Acionistas.

A reforma do estatuto contempla a adesão ao Nível 2 de Governança Corporativa da B3 (SA:B3SA3), o desdobramento de ações e o programa de UNITs, a garantia de que o dispositivo estatutário que obriga a aplicação de reajustes tarifários autorizados pela Agência Nacional de Energia não possa ser alterado sem que haja a aprovação da maioria dos acionistas detentores de ações preferenciais e mudanças na composição de membros do conselho de administração da companhia.

Além disso, a empresa apresentou novos critérios para o cálculo do pagamento de dividendos. Nas estimativas da XP, as distribuições segundo a nova política implicam um dividend yield médio de 13,3% em 2020-2021.

Os analistas da corretora reiteram ainda que as mudanças ganham ainda mais importância diante do acionista controlador da companhia, o governo do Estado do Paraná.

Para o Goldman Sachs, o anúncio de uma política de dividendos mais transparente é um bom primeiro passo para a empresa e pode resultar em pagamentos no curto prazo, dados os potenciais recebíveis da venda da Copel Telecom.

Os analistas do banco americano veem espaço para a companhia melhorar ainda mais a política no futuro, com a adoção de um nível mínimo de alavancagem, por exemplo.

Eles mantiveram a recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 74. Já a XP tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$75.

Perto das 11h55, os papéis PNB da companhia foram negociados a R$ 65,64, com queda acumulada de 5,63% no mês e de 10% nas últimas 52 semanas.

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