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Emprego

Mercado de trabalho segue prejudicado, mas há chance de recuperação em 2021, diz Ipea

Estudo baseado na Pnad Contínua aponta alta de 25% no desalento e indica que os trabalhadores passam mais tempo na desocupação

28 junho 2021 - 12h29Por Redação SpaceMoney

Apesar da melhora da atividade econômica acima do esperado e do crescimento da população ocupada, o mercado de trabalho segue afetado pela pandemia de Covid-19, com alta no desemprego, subocupação e desalento, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta segunda-feira (28).

O crescimento do número de desalentados corrobora a constatação de que o mercado de trabalho segue deteriorado. Nos últimos 12 meses, o contingente de pessoas com idade de trabalhar que estava fora da força de trabalho por conta do desalento saltou de 4,8 milhões para quase 6,0 milhões, o que representa uma alta de 25%.

De acordo com a pesquisa, em março, a taxa de desocupação ficou em 15,1%, ou seja, 2,3 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2020.

Ainda, segundo o estudo, o aumento do desemprego se deve a uma queda mais abrupta no fluxo de saída do desemprego que no fluxo de entrada - um indicativo de que os trabalhadores têm passado mais tempo na desocupação.

O material infere que a recuperação da ocupação ocorre de maneira mais intensa nos segmentos informais do mercado de trabalho, ou seja, entre os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria. Os contingentes de trabalhadores sem carteira e por conta própria registraram recuos menos expressivos no primeiro trimestre de 2021 (retrações de 12,1% e 1,3%) do que no trimestre móvel encerrado em agosto de 2020 (recuos de 25,8% e 11,6%).

 Mulheres, jovens e trabalhadores com ensino médio completo e incompleto são os mais afetados

A análise mostra que, no primeiro trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020, a taxa de desocupação segue maior para o sexo feminino (17,9%) do que para o sexo masculino (12,2%).

Os mais jovens seguem como os mais prejudicados, com taxa de desocupação de 31,0%; enquanto o desemprego dos mais idosos é menor (5,7%).

Os trabalhadores com ensino médio incompleto e completo foram os mais impactos pela pandemia no que se refere às taxas de desocupação, que avançaram de 20,4% e 14,4% para 24,4% e 17,2%, entre 2020 e 2021, respectivamente.

Em contrapartida, os trabalhadores que registram a menor taxa de desemprego, no período, foram os que possuem ensino superior (10,4%).

Por estado

Com exceção de Roraima e Amapá, todas as demais unidades da federação registraram aumento da desocupação este ano. As maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (21,3%), Bahia (21,3%), Sergipe (20,9%), Alagoas (20%) e Rio de Janeiro (19,4%).

Por setor

Todos os segmentos apresentaram taxa de variação interanuais negativas para o primeiro trimestre de 2021, com exceção das categorias ‘Agricultura’ e ‘Saúde e Educação’, que tiveram alta de 4,0% e 0,7%, respectivamente, neste período.

O setor de serviços segue com a queda mais intensa, particularmente nas categorias ‘Alojamento e Alimentação’ (26,1%), ‘Serviços Pessoais’ (18,5%) e ‘Serviços Domésticos’ (17,3%).

Em contrapartida, alguns setores têm reduzido suas taxas de retração da ocupação, como os setores da indústria de transformação, construção, comércio, transporte, bem como dos serviços de informação, comunicação e atividades financeiras e imobiliárias.

Com informações da Assessoria de Imprensa e Comunicação do Ipea.

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