quarta, 08 de dezembro de 2021
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Destaques: tombo histórico do PIB brasileiro e vacinação nos EUA

03 março 2021 - 10h00Por Investing.com

Por Geoffrey Smith e Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - A pandemia de coronavírus fez com que o PIB brasileiro caísse 4,1% em 2020, o maior tombo da série histórica, enquanto o estado de São Paulo, o mais populoso do país, se prepara para colocar mais regiões em lockdown pelo aumento no número de casos de Covid-19.

Já os EUA devem ter vacinas suficientes para todos os adultos até maio. A ADP divulga os relatórios da folha de pagamento privada americana para fevereiro, os índices mundiais devem se recuperar das perdas de terça-feira, e o Banco Central Europeu mudou de ideia sobre parar o aumento nos rendimentos dos títulos.

Os preços do petróleo estão flutuando novamente antes da reunião da OPEP+.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na quarta-feira, 3 de março.

1. Vírus no Brasil, vacinas nos EUA

O Produto Interno Bruto do Brasil caiu 4,1% em 2020, mas avançou 3,2% no último trimestre do ano, com desempenho positivo da agricultura e tentativas de recuperação da indústria e dos serviços. Em ambas as métricas, o resultado ficou acima da expectativa do mercado.

A pandemia de coronavírus fez 1.726 vítimas nas últimas 24 horas, o maior número desde o início da doença no país, o que deve levar mais regiões a decretarem lockdown no próximo fim de semana. O governador de São Paulo, João Doria, deve declarar a entrada de mais regiões do estado na fase vermelha, que só libera serviços essenciais, dizem as agências de notícias.

Enquanto isso, a economia dos EUA está a caminho de uma reabertura mais rápida do que o esperado após um acordo entre a Johnson & Johnson (NYSE:JNJ) (SA:JNJB34) e a Merck (NYSE:MRK) (SA:MRCK34), que expandirá substancialmente a capacidade de fabricação da vacina de dose única recém-aprovada.

O presidente Joe Biden disse que o acordo deve garantir que todos os adultos americanos tenham a chance de receber a vacina até o final de maio, dois meses antes do previsto. Isso levanta a perspectiva de uma reabertura mais rápida e completa dos setores de turismo e hotelaria, em particular.

2. Austrália dá uma amostra da vida após a pandemia

A Austrália deu uma amostra do que pode ser esperado quando as economias forem reabertas para o verão.

O 'País da Sorte' relatou um crescimento do PIB de 3,1% no último trimestre do ano passado, bem acima das expectativas de 2,5%, em grande parte devido aos consumidores gastando o excesso de poupança que acumularam nos trimestres anteriores. Muitos formuladores de políticas, incluindo o governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, previram um forte aumento nos gastos com serviços.

A realidade de curto prazo permanece mais preocupante, no entanto. A Itália anunciou planos para aumentar as restrições à vida social e empresarial em algumas regiões, após um aumento nos casos, e a Polônia informou que as novas infecções dobraram desde que relaxou seus regulamentos. A Alemanha deve anunciar uma abertura modesta das regras no final desta semana. Os PMIs finais da Zona do Euro, por sua vez, mostraram que a atividade geral ainda contraiu em fevereiro, embora a um ritmo mais lento.

3. Índices devem abrir em alta

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em alta novamente em resposta às perspectivas mais otimistas de reabertura econômica, depois que o nervosismo renovado desencadeou vendas pesadas de ações de tecnologia, em particular na terça-feira.

Às 10h05, o Dow Jones Futuros, o &P 500 Futuros e o Nasdaq 100 Futuros subiam 0,50%, 0,42% e 0,45%, respectivamente. Já o EWZ, o principal ETF brasileiro negociado no exterior, caía 1,18%.

4. BCE relaxa sobre o aumento dos rendimentos dos títulos

O Banco Central Europeu está supostamente tendo dúvidas sobre a necessidade de reagir ao recente aumento nos rendimentos dos títulos, de acordo com a Bloomberg.

A agência de notícias relatou que fontes próximas ao banco disseram que as autoridades consideram agora que não precisam aumentar a compra de títulos, dado que a recente liquidação reflete uma melhora justificável no sentimento sobre as perspectivas econômicas. Na semana passada, a presidente Christine Lagarde disse que o BCE monitoraria de perto os rendimentos dos títulos nominais, uma mensagem que muitos interpretaram como significando que a autarquia não estava preparada para deixar as condições financeiras apertarem sob quaisquer condições.

Os bancos centrais mostraram vários graus de preocupação com a liquidação de títulos na semana passada. A governadora do Federal Reserve, Lael Brainard, disse na terça-feira que achou "atraente", mas repetiu que levará "algum tempo" antes que o Fed mude sua posição sobre as compras de títulos. O Reserve Bank of Australia, por sua vez, interveio fortemente na última semana para impedir o aumento dos rendimentos dos títulos de três e dez anos.

5. Petróleo flutua antes da reunião da OPEP+

Os preços do petróleo bruto se recuperaram durante a noite após uma série de comentários otimistas de funcionários importantes sobre o estado do mercado global antes da reunião da OPEP+ na quinta-feira, na qual Arábia Saudita, Rússia e outros definirão as cotas de produção para abril.

Analistas alertam que as manchetes de produção inalterada no nível da OPEP podem mascarar um aumento real na oferta da Arábia Saudita, que unilateralmente cortou a produção em 1 milhão de barris por dia em fevereiro e março.

Às 10h05, os futuros do WTI subiam 1,41%, a US$ 60,59 o barril em Nova York, enquanto o Brent avançava 1,28% a US$ 63,50 o barril em Londres.

Veja como as ações operaram hoje no Ibovespa

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