O Santos procura um investidor ou uma empresa parceira para custear a troca dos gramados da Vila Belmiro e do centro de treinamento, segundo a revista Placar. A intenção é fazer as obras depois do fim da temporada, marcado para 2 de dezembro, contra o Botafogo.
O campo principal da Vila está vencido há pelo menos quatro anos e tem sido criticado publicamente por jogadores. Também precisam ser substituídos dois campos naturais do CT Rei Pelé. A estimativa é de pouco mais de R$ 11 milhões, quantia que o clube diz não ter disponível neste momento.
A empresa World Sports, que faz a manutenção, calcula cada gramado em cerca de R$ 3,8 milhões, já incluindo ajustes na drenagem. O Santos aprovou o orçamento e escolheu um modelo híbrido, com 95% de grama natural e pequena parcela de fibras sintéticas, mesmo padrão usado pelo Corinthians na Neo Química Arena. Representantes das partes se encontraram na semana passada na Vila Belmiro para tratar da substituição.
Há pendências financeiras com atletas, como parte dos direitos de imagem e do FGTS, e com a World Sports pelos últimos meses de serviço. A situação contrasta com contratações recentes: Lucas Veríssimo, por exemplo, foi contratado em março; o negócio envolveu 4 milhões de euros. Neste ano, Rony custou 3 milhões de euros (R$ 18,1 milhões) e Moisés, 2 milhões de euros (R$ 12 milhões). Christian Oliva exigiu 1,5 milhão de dólares (R$ 7,8 milhões).
No futebol, o Santos decide vaga na semifinal da Sul-Americana nesta quarta-feira (16) contra o Atlético Mineiro. O clube também busca compradores para o zagueiro João Ananias, revelado na base. O estádio não poderá receber uma eventual semifinal da Sul-Americana por não ter capacidade mínima de 30 mil pessoas.
Enquanto isso, funcionários usam a descompactação para tentar melhorar o campo. Neymar citou o procedimento como possível causa da lesão que sofreu contra o Palmeiras. As chuvas na região formam uma camada orgânica que prejudica a drenagem. A última troca completa do gramado ocorreu em março de 2012, na administração de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. A vida útil de um gramado natural costuma chegar a no máximo dez anos.





