
A renovação de contrato do atacante Calleri com o São Paulo está travada por uma dívida de R$ 6 milhões que o clube precisa resolver. O centroavante argentino, peça fundamental no esquema tático, vê seu futuro no Morumbi indefinido enquanto as tratativas esbarram em questões financeiras. A diretoria tricolor busca alternativas para quitar o débito e desbloquear o acordo com o jogador de 32 anos.
O impasse na renovação de Calleri
As conversas entre o estafe de Calleri e a cúpula do São Paulo avançaram nas últimas semanas, mas esbarraram no valor de R$ 6 milhões que o clube deve ao atleta ou a terceiros relacionados ao contrato. O montante, segundo fontes próximas à negociação, é um entrave que impede a assinatura do novo vínculo. O atacante, que tem contrato até o fim de 2026, deseja permanecer, mas as condições financeiras precisam ser ajustadas.
A diretoria reconhece a dívida e trabalha para levantar os recursos por meio de novas receitas, como vendas de jogadores ou patrocínios. Calleri é visto como essencial para o ataque, especialmente pela liderança e gols em jogos decisivos. A torcida acompanha com apreensão o desenrolar das negociações.
A dívida de R$ 6 milhões que trava o acordo
O valor de R$ 6 milhões corresponde a compromissos assumidos anteriormente, como luvas ou direitos de imagem, que não foram pagos dentro do prazo. O São Paulo enfrenta dificuldades financeiras crônicas, com dívidas totais superiores a R$ 700 milhões, e precisa priorizar o equilíbrio fiscal. A pendência específica com Calleri ganhou destaque por envolver um dos principais jogadores do elenco.
Sem a quitação, o clube não consegue registrar um novo contrato junto à CBF, o que mantém a situação em aberto. A diretoria estuda parcelar o débito ou incluir garantias em futuras receitas, como a venda de atletas da base. Enquanto isso, Calleri segue treinando normalmente, mas a indefinição gera clima de incerteza no vestiário.
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O impacto no elenco e no planejamento do clube
A possível saída de Calleri forçaria o São Paulo a buscar um novo centroavante no mercado, algo que exigiria investimento em um momento de aperto financeiro. O técnico, que conta com o argentino como titular absoluto, teria que reformular o sistema ofensivo. Jogadores como Luciano e André Silva seriam opções, mas nenhum tem o mesmo peso em decisões.
Além disso, a renovação de Calleri é vista como prioridade pela diretoria de futebol para manter a competitividade no Brasileirão e na Copa do Brasil. A torcida pressiona por uma solução rápida, enquanto os bastidores indicam que o desfecho depende exclusivamente da capacidade do clube de gerar receita nos próximos dias.
Próximos passos para destravar a negociação
O São Paulo espera fechar parcerias comerciais ou concluir a venda de um jogador da base para levantar os R$ 6 milhões ainda neste mês. A diretoria também negocia com investidores para antecipar receitas de bilheteria ou direitos de transmissão. Calleri, por sua vez, já sinalizou que aceita um reajuste salarial moderado desde que a dívida seja quitada.
As reuniões entre as partes devem se intensificar nos próximos dias, com a expectativa de um anúncio ainda em junho. Caso o impasse persista, o atacante pode receber propostas de outros clubes brasileiros ou estrangeiros, mas sua vontade é permanecer no Morumbi. O tempo corre contra o São Paulo, que precisa resolver o mais rápido possível para não perder seu principal artilheiro.





