A Copa do Mundo de 2026 tem apresentado uma tendência curiosa nas disputas por pênaltis. Até o momento, todas as quatro partidas que foram decididas na marca da cal tiveram um vencedor em comum: a equipe que cobrou em segundo lugar. Esse resultado contraria a tese de que a vantagem psicológica estaria com quem bate primeiro, frequentemente mencionada em análises de torneios anteriores.

Todas as vitórias nos pênaltis na Copa 2026

Nas oitavas de final, a Suíça eliminou a Colômbia por 4 a 3, com os suíços cobrando na segunda metade da série. Antes, nas rodadas iniciais, Paraguai, Marrocos e Egito também triunfaram ao iniciarem as cobranças depois de seus adversários. O Paraguai superou a Alemanha por 4 a 3, o Marrocos venceu a Holanda por 3 a 2, e o Egito passou pela Austrália por 4 a 2.

Em todos esses confrontos, a equipe que chutou primeiro acabou derrotada. Esse padrão absoluto — 100% de sucesso para quem bate em segundo — é inédito na história dos Mundiais. Até então, a maior sequência de vitórias para o segundo time havia sido em 2018, quando quatro das cinco disputas foram vencidas por quem cobrou depois.

Histórico das disputas de pênaltis em Copas

Levantamentos históricos indicam que, desde a introdução das penalidades como forma de desempate, 39 partidas de Copa do Mundo foram decididas nos pênaltis. Desse total, 22 foram vencidas por quem cobrou em segundo, contra 17 vitórias de quem iniciou as cobranças. Em termos percentuais, a vantagem é de aproximadamente 56% para o segundo time.

Nos últimos torneios, no entanto, a balança pendeu ainda mais. Dos 15 duelos mais recentes (incluindo 2022 e 2026), 13 foram ganhos por quem bateu em segundo — uma taxa de 86,7%. A exceção ocorreu nas quartas de final de 2022, quando a Croácia iniciou as cobranças e venceu o Brasil, e nas oitavas, quando Marrocos começou batendo e eliminou a Espanha.

Esses números sugerem que a pressão de cobrar primeiro pode estar se tornando um fator mais relevante do que se imaginava. Analistas apontam que o time que chuta em segundo tem a chance de ver o adversário errar antes e, assim, jogar com mais tranquilidade.

Explicação estatística ou vantagem real?

A psicologia esportiva frequentemente destaca que o cobrador que vai primeiro carrega o peso de abrir a série, enquanto o segundo pode se beneficiar de uma eventual falha alheia. Na Copa de 2026, essa dinâmica foi evidente: em todas as partidas, o erro do primeiro batedor ou a defesa do goleiro adversário no início da série abriu caminho para a virada.

Especialistas em análise de desempenho ressaltam que a sequência de 2026 pode ser uma coincidência estatística, mas a tendência de longo prazo mostra que a vantagem de bater em segundo é real. Para os técnicos, a escolha de quem cobra primeiro ou segundo na moeda pode ter um impacto direto no resultado.

Independentemente da explicação, o fato é que as quatro seleções que saíram vitoriosas nos pênaltis neste Mundial — Paraguai, Marrocos, Egito e Suíça — souberam aproveitar o momento. A Copa segue com a invencibilidade de quem cobra em segundo, e as próximas fases podem reforçar ou quebrar essa tendência. Você pode acompanhar os lances, tabelas e as novidades sobre esportes em tempo real aqui na SpaceMoney.