
A diretoria do Cleveland Cavaliers, liderada por Koby Altman, enfrenta um dilema financeiro após uma temporada de resultados mistos. A equipe avançou mais nos playoffs do que em qualquer ano desde a saída de LeBron James, mas o alto custo do elenco e as escolhas questionáveis no mercado jogam sombras sobre o futuro. Com o maior salário da liga, os Cavs têm apenas duas temporadas para serem ameaça no Leste, segundo a análise pós-temporada.
O balanço da diretoria
A gestão de Altman foi marcada por movimentações ousadas, como a troca de Isaac Okoro por Lonzo Ball, que não funcionou devido a lesões. Ball perdeu a produtividade, não conseguiu infiltrar no garrafão e seu arremesso de fora sumiu, resultando em sua saída da liga ainda na temporada. Outras aquisições, como Thomas Bryant e Larry Nance Jr., também não agregaram a versatilidade esperada.
A não renovação de Ty Jerome fez sentido na época, mas a falta de profundidade no elenco ficou exposta com as lesões. O front office tentou corrigir os erros na trade deadline, trocando De’Andre Hunter por Dennis Schroder e Keon Ellis, além de enviar Darius Garland por James Harden. No entanto, essas mexidas foram consideradas curativos em vez de soluções estruturais.
O custo das escolhas
Hunter, que custa US$ 21,6 milhões por ano, teve uma temporada abaixo do esperado: 14 pontos por jogo com aproveitamento de 42,3% nos arremessos de quadra, 30,8% nas bolas de três e 86,9% nos lances livres. Sua defesa também não compensou o salário no segundo avental. A troca por Schroder e Ellis aliviou a folha, mas deixou os Cavs ainda mais carentes na ala, especialmente com a possível saída de Dean Wade na agência livre.
A negociação de Garland foi forçada pela queda de valor do armador após lesão no dedão do pé. Em vez de movimentá-lo quando seu valor era mais alto, em 2024, Altman precisou incluir uma escolha de segunda rodada para trazer Harden, de 36 anos. A aposta no ‘core four’ anterior, formado por Garland, Mitchell, Mobley e Allen, mostrou sinais de desencaixe que a diretoria ignorou.
Impacto financeiro e futuro
O time tem o maior payroll da NBA, mas os mesmos problemas de playoffs persistem. A versatilidade almejada não se concretizou: o ataque fluido que rendeu 64 vitórias em 2024-25 deu lugar a um time dependente de arremessos de fora, com poucos criadores de jogada com a bola. A margem para melhorar é estreita, com poucos ativos e uma janela de dois anos para competir.
As opções para reforçar a ala passam por trocar um dos quatro principais ou torcer por um retorno de LeBron James com salário abaixo do mercado. Caso contrário, os erros do passado podem condenar esta era dos Cavs. A nota final da temporada para a diretoria foi C-, refletindo acertos pontuais, mas uma estratégia geral questionável.





