O meio-campista paraguaio Bobadilla não foi expulso após polêmica comemoração no clássico entre Corinthians e São Paulo, disputado pelo Campeonato Brasileiro. O árbitro Anderson Daronco justificou a decisão afirmando que o jogador do Tricolor não encostou a mão na genitália durante o gesto feito após marcar o gol de empate.
O que aconteceu em campo
Bobadilla marcou o gol que igualou o placar para o São Paulo e celebrou com um gesto que gerou imediata polêmica entre jogadores e torcida adversária. A direção do Corinthians e atletas do clube pressionaram o árbitro por expulsão imediata, alegando comportamento obsceno e antiesportivo.
Daronco consultou seus auxiliares e optou por não aplicar o cartão vermelho. A justificativa oficial foi de que a análise do lance não comprovou o contato com a genitália, gesto que, se confirmado, configuraria conduta grosseira passível de expulsão conforme o regulamento da competição.
Regra e interpretação do árbitro
Pela regra do futebol, gestos obscenos em campo são enquadrados como conduta grosseira e resultam em expulsão direta. A linha divisória, porém, depende da interpretação do árbitro no momento do lance.
Daronco manteve sua decisão mesmo sob pressão e aplicou apenas advertência ao jogador. O episódio deve ser enviado ao Comitê Disciplinar da CBF para análise posterior, o que pode resultar em punição adicional ao atleta independentemente da decisão tomada em campo.
Precedentes disciplinares
Casos semelhantes já foram julgados pelo tribunal do futebol brasileiro. Em situações anteriores, jogadores foram suspensos por mais partidas via tribunal mesmo sem terem sido expulsos durante o jogo, desde que o vídeo comprove a conduta vedada pelo regulamento.
Impacto no resultado
O gol de Bobadilla garantiu ao São Paulo pelo menos um ponto no clássico, resultado relevante na briga por classificação no Brasileirão. O Corinthians, por sua vez, além de ceder o empate, ainda viu a polêmica da comemoração dominar as discussões pós-jogo.





