Infiltração no telhado em telhas e rufos exige inspeção
Telhado exige inspeção de rufos, cumeeiras e pontos de fixação

Uma infiltração no telhado pode aparecer mesmo quando nenhuma telha está visivelmente quebrada. A origem do problema costuma estar em parafusos, rufos, cumeeiras e nos encontros entre a cobertura e as paredes, pontos que concentram juntas e perfurações sujeitas à ação de chuva, vento e movimentações térmicas.

Segundo o Monitor do Mercado, procurar apenas telhas rachadas pode levar ao reparo errado. Telhas quebradas são uma das possíveis entradas de água, mas a cobertura é formada por peças, sobreposições, fixadores e arremates que precisam trabalhar em conjunto.

Por que o reparo na telha pode não resolver

A própria Brasilit orienta que uma investigação de goteira inclua cumeeira, espigão, rufo e calhas, além das condições das próprias telhas. Isso explica um problema frequente: troca-se uma peça aparentemente suspeita, a chuva seguinte chega e a mancha retorna porque a entrada real estava alguns metros acima.

Parafusos e cumeeiras como pontos de entrada

Cada ponto de fixação de uma telha precisa ser instalado corretamente. Parafuso fora da posição, aperto excessivo, vedação deteriorada ou fissuras próximas ao furo podem permitir a entrada de água. Na cumeeira, peças deslocadas, quebradas ou incompatíveis também podem criar caminhos para a chuva.

A água ainda pode percorrer a estrutura antes de aparecer no teto, fazendo com que a mancha interna não indique exatamente o ponto da infiltração. Por isso, a inspeção deve considerar parafusos, cumeeira, sobreposições e demais pontos de encontro da cobertura.

O papel dos rufos nos encontros com paredes

O rufo protege os encontros entre o telhado e paredes, muros ou outros elementos que atravessam a cobertura. Ele conduz a água para fora e evita que ela penetre pela junta. Silicone pode complementar determinadas juntas, mas não substitui um rufo mal dimensionado ou instalado. Quando o problema está no próprio arremate, o reparo precisa corrigir a geometria e a vedação do conjunto, não apenas cobrir a área com selante.

Paredes concentram a água que escorre por suas superfícies e a direcionam para o encontro com a cobertura, criando uma mudança de plano especialmente suscetível a infiltrações. Juntas, perfurações e pontos de fixação precisam permanecer protegidos para impedir que a água alcance as camadas inferiores.

Como investigar a origem da infiltração

Como a água pode entrar em um ponto e percorrer caibros, terças, mantas ou outras superfícies antes de aparecer no teto, a posição da goteira não indica necessariamente a origem. O padrão da chuva também ajuda a direcionar a investigação, principalmente quando o problema surge apenas com vento ou após longos períodos de chuva.

O Monitor do Mercado destaca um roteiro em etapas: localizar a manifestação interna, inspecionar acima e ao redor, conferir juntas e perfurações e, quando tecnicamente seguro, testar por setores para isolar uma região antes de desmontar partes maiores.

Testes com água podem auxiliar, mas devem ser feitos por setores e com cuidado, já que o acesso ao telhado envolve risco. Também não é recomendado simplesmente aplicar selante em todos os parafusos: se houver fixador inadequado, arruela deteriorada ou telha fissurada, o material pode apenas esconder temporariamente o defeito.