Parlamento Europeu aprova acordo comercial com os EUA em sessão plenária
Sessão do Parlamento Europeu em Bruxelas aprova acordo tarifário

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (16) a redução de tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos, cumprindo sua parte no acordo comercial firmado em 2025. A medida elimina tarifas sobre produtos industriais americanos e concede acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA, enquanto os americanos mantêm alíquotas de 15% sobre a maioria dos bens europeus.

Contexto do acordo e as ameaças de Trump

O acordo foi firmado há onze meses, durante um encontro no campo de golfe de Donald Trump na Escócia. Desde então, a demora na aprovação gerou insatisfação do presidente americano, que ameaçou impor tarifas muito mais altas caso a UE não adotasse as medidas até 4 de julho. Você pode acompanhar os desdobramentos e as principais notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney.

A aprovação no Parlamento Europeu ocorre a menos de três semanas do prazo estipulado por Trump, evitando uma escalada tarifária que poderia prejudicar ainda mais as relações comerciais bilaterais. A votação foi acompanhada de perto por investidores e analistas de mercado, que monitoram os desdobramentos da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Detalhes do acordo e impactos no comércio bilateral

Pelo entendimento, a União Europeia se comprometeu a eliminar completamente as tarifas sobre produtos industriais americanos, como máquinas, equipamentos e veículos. Além disso, concedeu acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA, como soja, milho e carne bovina, setores tradicionalmente protegidos pelo bloco.

Em contrapartida, os Estados Unidos mantiveram as tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus, incluindo vinhos, queijos e produtos de luxo. Essa assimetria reflete o poder de barganha de Washington e a urgência europeia em evitar uma guerra comercial mais ampla, que já afeta cadeias globais de suprimento.

Reações do mercado e perspectivas

A aprovação foi bem recebida pelos mercados financeiros, com índices acionários europeus operando em alta moderada. Analistas destacam que o acordo reduz incertezas e pode estimular o comércio bilateral, que movimenta centenas de bilhões de dólares anualmente.

No entanto, a manutenção das tarifas de 15% sobre produtos europeus ainda representa um entrave para exportadores do bloco. A expectativa é que novas rodadas de negociação possam ocorrer ao longo do ano para buscar uma redução recíproca das alíquotas. O impacto no mercado será monitorado de perto.