Atleta dentro de cabine de escaneamento 3D para sistema de impedimento da Copa
Jogador sendo escaneado por cabine com 36 câmeras para criar avatar 3D usado no VAR da Copa 2026

A Copa do Mundo de 2026 estreou um sistema de ‘tira-teima’ baseado em inteligência artificial e avatares tridimensionais que promete reduzir o tempo de análise do VAR e aumentar a precisão nos lances de impedimento. Desenvolvido em parceria com a Lenovo, o sistema escaneia cada jogador em uma cabine com 36 câmeras 4K, gerando um avatar digital que replica medidas reais como altura e tamanho dos pés. A medida busca diminuir controvérsias e acelerar decisões no campo — fator que pode impactar diretamente a audiência e a reputação do torneio, com reflexos comerciais para a Fifa.

O processo de captura dura cerca de 30 segundos por atleta, com a foto efetiva em menos de um segundo. Algoritmos de IA transformam as imagens em versões animadas que consideram detalhes anatômicos ignorados em modelos anteriores. ‘É possível interpretar textura, postura, movimentação e replicar no avatar’, afirmou Valério Mateus, gerente-geral de Serviços e Soluções da Lenovo para a América Latina. O sistema não decide o impedimento — isso cabe ao árbitro de vídeo —, mas fornece uma visualização mais fiel, permitindo rotações e zoom para analisar posições de ombro ou pé.

Eficiência operacional e redução de controvérsias

A nova ferramenta já foi testada em dezembro de 2025, na partida entre Flamengo e Pyramids, pela Copa Intercontinental. A Fifa espera que a clareza visual diminua o tempo médio de revisão de lances polêmicos, um gargalo histórico do VAR. Com replays 3D mais realistas, o torcedor também passa a entender melhor as decisões, reduzindo a pressão sobre a arbitragem. ‘Melhoraremos os replays em 3D, onde os jogadores são realmente parecidos e fica óbvio quais estão em posição de impedimento’, disse Johannes Holzmüller, diretor de Inovação da Fifa.

Além dos avatares, a Copa de 2026 introduziu câmeras estabilizadas por IA, corrigindo tremores e desfoques das gravações dos árbitros. A tecnologia permite aproveitar mais ângulos sem desconforto visual. A combinação das duas inovações representa um avanço significativo na infraestrutura de transmissão e arbitragem, algo que pode ser replicado em outros torneios e competições nacionais. Você pode acompanhar os desdobramentos e as principais notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney.

Impacto no mercado de tecnologia esportiva

A parceria entre Fifa e Lenovo reforça a tendência de uso de IA e modelagem 3D no esporte profissional. Empresas de tecnologia veem nesse segmento uma oportunidade de crescimento, com contratos de fornecimento de hardware e software para ligas e federações. O sistema de escaneamento rápido e a criação de avatares personalizados podem ser adaptados para treinamentos, análises táticas e até mesmo para o mercado de jogos eletrônicos. A inovação eleva o padrão de exigência por precisão e transparência, influenciando futuras regras e investimentos em estádios e centros de transmissão.

Embora a Fifa não tenha divulgado os custos do projeto, a adoção em larga escala sinaliza um movimento de digitalização do futebol que gera valor de marca e novas receitas com licenciamento de dados. A capacidade de gerar avatares fiéis também abre portas para experiências imersivas para o público, como realidade aumentada nas transmissões. O ‘tira-teima’ da Copa 2026, portanto, não é apenas uma ferramenta de arbitragem, mas um ativo estratégico com potencial de transformar a economia do esporte.