A renda das famílias americanas subiu e a pobreza caiu em 2025, segundo dados do Census Bureau divulgados nesta terça-feira e noticiados pela CNBC. A renda média real dos domicílios avançou 2,6%, para US$ 87.460, e a taxa de pobreza recuou quase meio ponto, para 10,2%. O limite de pobreza para uma família de quatro pessoas foi de US$ 32.970.

Os números saíram enquanto o secretário do Tesouro, Scott Bessent, depunha em uma comissão da Câmara sobre a economia. Ele comemorou os dados e afirmou que eles são “vários fatos inconvenientes” para os adversários políticos do governo Trump, segundo a CNBC. Democratas usaram a audiência para criticá-lo pela gasolina cara e por outras pressões econômicas: na semana passada, a taxa média do financiamento imobiliário de 30 anos superou 7%, e o índice de preços ao consumidor subiu 3,4% em agosto na comparação anual.

Conforme a CNBC, os dados se referem a 2025 e não captam mudanças recentes da inflação nem os efeitos econômicos desde o início da guerra com o Irã. O órgão não detalha as causas da melhora, mas os números indicam que o mercado de trabalho ajudou a elevar a renda. A queda da pobreza ficou concentrada entre famílias com crianças e em idade ativa, não entre aposentados.

Uma medida alternativa de pobreza, que leva em conta os efeitos da rede de proteção social, ficou estável em 2025 e pode ser pressionada conforme a lei tributária aprovada no meio do ano passado é implementada, segundo a CNBC. O Congressional Budget Office projeta queda de US$ 211 bilhões nos gastos com o programa de alimentação SNAP até 2035, com menos pessoas elegíveis.

No front da macroeconomia, o Federal Reserve está prestes a elevar sua taxa básica de juros e anuncia sua decisão nesta quarta-feira, à tarde. O novo presidente da instituição, Kevin Warsh, tem demonstrado preocupação com a inflação, conforme a CNBC.