
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. O dado, divulgado nesta sexta-feira, 29, pelo IBGE, ficou dentro do intervalo projetado pelo mercado financeiro, que esperava expansão entre 0,8% e 1,2%.
Dimensão do resultado
O PIB totalizou R$ 3,3 trilhões no período. Desse montante, R$ 2,8 trilhões correspondem ao Valor Adicionado a preços básicos. Os outros R$ 461,2 bilhões referem-se aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
O desempenho reforça a trajetória de expansão da economia brasileira iniciada no segundo semestre de 2025 e sustentada por consumo das famílias, agronegócio e produção de petróleo. Analistas do setor já apontavam esses três vetores como os principais motores do trimestre.
Contexto macroeconômico
O resultado positivo ocorre em um ambiente de juros ainda elevados no Brasil. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em patamar restritivo ao longo do período, o que torna a resiliência do crescimento ainda mais relevante como sinal de demanda interna robusta.
No mercado de trabalho, o Caged registrou a criação de 85.888 empregos formais em abril, número positivo mas inferior ao mesmo mês de 2025, quando foram abertas 238.216 vagas. O dado sugere alguma moderação na geração de postos de trabalho, sem reversão da tendência de expansão.
Impacto e próximos passos
O desempenho do primeiro trimestre eleva as projeções para o crescimento acumulado de 2026. Bancos e consultorias tendem a revisar suas estimativas anuais nas próximas semanas, com base nos detalhes setoriais que o IBGE divulgará em complemento ao dado agregado.
Para acompanhar os desdobramentos da economia brasileira e as análises sobre os próximos dados macroeconômicos, acompanhe a cobertura da SpaceMoney.
O que compõe o PIB brasileiro
O PIB mede bens e serviços finais produzidos no país em determinado período. O cálculo evita dupla contagem: apenas o valor do produto acabado entra na conta. As fontes de dados incluem o Banco Central, a Receita Federal, o IBGE e a FGV, entre outros órgãos.





