O BV apresentou resultado recorrente de R$ 491 milhões no segundo trimestre de 2026, com avanço de 6,8% na comparação com igual intervalo de 2025. O balanço, divulgado na terça-feira, também mostrou retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 15,6%, contra 15,1% um ano antes.
Com o Grupo Votorantim e o Banco do Brasil no quadro societário, a instituição terminou o semestre com carteira de crédito ampliada em R$ 102,3 bilhões, nível que a administração classificou como o maior da história. Em um momento de juros altos, a orientação foi crescer de forma seletiva e preservar a qualidade das novas operações, postura que acompanha o cenário mais restritivo para o crédito na economia brasileira.
Rentabilidade e dinâmica das receitas no segundo trimestre
O lucro recorrente de R$ 491 milhões veio 6,8% acima do registrado no segundo trimestre de 2025. Já o ROE subiu de 15,1% para 15,6%, um ganho de 0,5 ponto percentual que ocorreu ao mesmo tempo em que o custo de crédito saltava 28,5%, para R$ 1,2 bilhão.
Na linha de receitas, o banco atingiu R$ 3 bilhões no trimestre, um incremento de 4,3% frente ao ano anterior. A margem financeira bruta, por sua vez, totalizou R$ 2,4 bilhões, com expansão de 1,5%, ritmo mais lento do que o observado no conjunto das receitas.
Carteira de crédito recorde e avanço no financiamento de veículos
Do lado do balanço, a carteira de crédito ampliada do BV chegou a R$ 102,3 bilhões em junho, crescimento de 11,9% na comparação anual. Gustavo Sousa, presidente do banco, disse que o semestre foi encerrado com o maior estoque de crédito da instituição e com progresso importante na diversificação do portfólio em favor de modalidades com garantia, com destaque para o empréstimo com garantia de veículo.
Em sua avaliação, o atual ciclo de juros elevados levou o BV a adotar uma postura de crescimento seletivo, com ênfase na qualidade da originação. Essa estratégia aparece com clareza nos números de financiamento de veículos: a originação somou R$ 7,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 35,1% sobre o mesmo período do ano passado.
Qualidade dos ativos e comportamento da inadimplência
O custo de crédito alcançou R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, 28,5% acima do mesmo período de 2025. O indicador de inadimplência acima de 90 dias passou de 4,8% para 4,9%, uma variação de 0,1 ponto percentual.
Em um cenário de juros elevados, a leve alta da inadimplência veio acompanhada de um custo de crédito 28,5% maior, movimento que ocorre sobre uma carteira ampliada em 11,9% no período de 12 meses.
Capital regulatório e solvência no fim de junho
Os indicadores de solvência do BV encerraram o trimestre com índice de Basileia em 15,9% e capital principal em 11,8%, ambos em dois dígitos.
Esses números, somados à carteira recorde e ao ROE de 15,6%, completam o retrato do banco no segundo trimestre: rentabilidade em alta, crédito em expansão e capital em dois dígitos.





