Líderes do mercado de ativos digitais nos Estados Unidos estão redirecionando esforços para a SEC e a CFTC após o CLARITY Act não conseguir avançar no Senado, segundo o Cointelegraph. O projeto, que criaria uma estrutura regulatória federal para criptomoedas, ficou pelo caminho em votação na terça-feira.
A moção para encerrar o debate recebeu 49 votos a favor e 50 contra, abaixo dos 60 necessários. Democratas manifestaram preocupação com investimentos do presidente Donald Trump no setor. Perto da votação, o Bitcoin caiu abaixo de US$ 76.000, conforme o Cointelegraph. Executivos classificaram o resultado como decepcionante, mas veem nas agências reguladoras a próxima via para obter clareza.
A executiva Jessica Martinez, da Fireblocks, disse ao Cointelegraph que a empresa seguirá dialogando com a SEC e a CFTC caso a lei seja enterrada. O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, afirmou após a votação que os reguladores continuarão a emitir normas para cobrir a lacuna legislativa. Já Paul Atkins, presidente da SEC, reforçou na segunda-feira, em evento do Solana Policy Institute, o compromisso com regras mais claras para cripto.
Nem todos compartilham o otimismo. Abhishek Vaidyanathan, diretor jurídico da NEAR, alertou que a rejeição deixa as empresas dependentes de orientações de agências e da discricionariedade administrativa, forçando revisões caso a caso e atrasando orçamentos para 2027. Alvin Kan, da Bitget Wallet, disse ao Cointelegraph que o impasse mantém a incerteza sobre como as regras se aplicam a diferentes produtos.
Em outra frente, o Comitê de Ways and Means da Câmara analisa nesta quarta-feira um pacote tributário de cripto com 114 páginas. O texto, o Digital Asset Tax Certainty Act (H.R. 10357), publicado junto com o aviso da sessão na segunda-feira, não inclui a previsão que permitiria a mineradores e participantes de staking postergar o imposto sobre recompensas até a venda dos tokens. A proposta havia sido protocolada em junho pelo deputado Mike Carey. Sem essa regra, as recompensas seguem tributáveis no momento em que são recebidas ou ficam sob controle do destinatário, possivelmente antes de qualquer venda.





