O Senado dos Estados Unidos rejeitou na terça-feira a moção que encerraria o debate e permitiria votar o CLARITY Act, proposta que definiria regras para os ativos digitais no país, segundo o Cointelegraph. O placar foi de 49 a 50, abaixo dos 60 votos exigidos, e os democratas citaram preocupações com os investimentos em criptomoedas do presidente Donald Trump.

Com o projeto parado, executivos do setor passaram a ver nas agências reguladoras o caminho mais provável para obter normas mais definidas. O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, afirmou no X que ainda há motivo para otimismo e que a SEC, sob Paul Atkins, e a CFTC, sob a presidência de Selig, continuarão a trabalhar na edição de regras para suprir o vazio legislativo. Na segunda-feira, em cúpula do Solana Policy Institute, Atkins se comprometeu a estabelecer regras mais claras para as criptomoedas mesmo sem apoio do Congresso.

O diretor de operações da Bitget Wallet, Alvin Kan, afirmou ao Cointelegraph que a indefinição persiste sobre como normas de valores mobiliários, de commodities e de transmissão de dinheiro se aplicam a produtos distintos. Já Abhishek Vaidyanathan, diretor jurídico da NEAR, diz que as empresas ficariam dependentes de orientações de agências e da discricionariedade administrativa, o que pode forçar um novo atraso para quem define orçamentos de 2027.

Nova votação em discussão

O senador Thom Tillis apresentou uma moção para reconsiderar o resultado, abrindo a possibilidade de uma nova votação de encerramento. Orest Gavryliak, diretor jurídico da 1inch, disse ao Cointelegraph que o revés representa “um adiamento, não um veredito”. Na Polymarket, conforme o Cointelegraph, a probabilidade de o CLARITY Act ser sancionado em 2026 recuou para 5% na terça-feira, o menor nível desde a abertura do mercado, em janeiro.