A primeira semana após o primeiro turno das eleições de 2026 coloca dois eventos no centro das atenções do mercado: a divulgação do IPCA de setembro, no Brasil, e a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), nos Estados Unidos. Segundo apurou o InfoMoney, a janela entre os dias 5 e 9 de outubro concentra ainda o Relatório Focus, a primeira prévia do IGP-M de outubro e uma sequência de indicadores americanos, em um período que começa a ser moldado pelos resultados das urnas — inclusive pelas disputas que seguirão para o segundo turno, previsto para 25 de outubro.
Na agenda doméstica, o dado mais aguardado é o índice oficial de inflação de setembro, que será conhecido na sexta-feira. Do lado americano, os investidores esperam o documento que revela como o comitê de política monetária dos EUA avaliou os próximos passos da condução dos juros.
Inflação: projeções apontam aceleração
O Bradesco estima que o IPCA de setembro registre alta de 0,75%, movimento que combina aceleração dos preços de alimentos com algum avanço dos núcleos. A projeção do Itaú é ligeiramente mais elevada, de 0,79% na comparação com o mês anterior.
Se o cenário se confirmar, a inflação acumulada em 12 meses subiria para 4,5%, ante 4,2% no período anterior. Na avaliação dos analistas do Itaú, a aceleração do índice geral será impulsionada sobretudo pelas tarifas de energia elétrica, em razão do reembolso do bônus extraordinário de Itaipu — um desconto temporário nas contas de luz financiado pelo excedente de receita da usina.
Calendário doméstico: do Focus ao IPCA
A semana da macroeconomia brasileira abre na segunda-feira (5), às 8h25, com o Relatório Focus. Na sequência, às 10h, a S&P Global apresenta o Índice PMI composto de setembro. A terça-feira (6) traz apenas a balança comercial mensal de setembro, divulgada pela Secex às 15h.
A quarta-feira (7) concentra o maior volume de divulgações. A Anfavea apresenta os dados de produção e venda de veículos, enquanto a FGV publica o IGP-DI de setembro às 8h, com indicação de variação mensal de 1,6%. À tarde, às 14h30, o Banco Central divulga o Fluxo Cambial semanal e o Índice Commodities Brasil (IC-Br) de setembro.
Na quinta-feira (8), a FGV traz o IPC-S semanal às 8h, e o IBGE apresenta às 9h a Pesquisa Industrial Mensal — Regional de agosto. O fechamento da agenda fica com a Fipe, que publica o IPC mensal às 5h, com o IGP-M da primeira prévia de outubro pela FGV às 8h e, às 9h, com o IPCA de setembro pelo IBGE.
Fomc e os indicadores americanos
Nos Estados Unidos, a programação começa na segunda-feira (5) às 10h45, com o Índice PMI composto de setembro da S&P Global, seguido pelo Índice ISM do setor de serviços, também de setembro, às 11h. Na terça-feira (6), às 9h30, sai a balança comercial de agosto.
O ponto alto ocorre na quarta-feira (7), às 15h, com a divulgação da ata do Fomc, que deve detalhar o debate interno do comitê sobre a política monetária americana. Na quinta-feira (8), às 9h30, serão conhecidos os pedidos semanais de auxílio-desemprego, e na sexta-feira (9), às 11h, o Índice de confiança da Universidade de Michigan referente a outubro.
Fora do eixo Brasil-EUA, a Alemanha publica o Índice PMI composto de setembro às 4h55 de segunda-feira, enquanto a Área do Euro divulga o PMI composto às 5h e os preços ao produtor de agosto às 6h. A Colômbia traz a ata de decisão de política monetária na segunda-feira, às 12h, e o IPC de setembro às 20h de quarta-feira, com expectativa de 6,2% em 12 meses. Chile e México divulgam seus índices de preços na quinta-feira, com projeções de 4,3% e 3,5% na comparação anual, respectivamente, e o Banxico apresenta às 12h a ata de sua decisão de política monetária.





