O mercado financeiro reduziu as projeções de inflação e de crescimento do PIB para 2026, segundo o g1, com base no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central. A pesquisa ouviu mais de 100 instituições financeiras na semana passada.
A estimativa para o IPCA deste ano caiu de 5% para 4,9%. Para 2027, a projeção subiu de 4,29% para 4,30%; as leituras para 2028 e 2029 ficaram em 3,80% e 3,50%. Desde o início de 2025, o regime de meta contínua estabelece 3% como objetivo, com intervalo de tolerância entre 1,50% e 4,50%.
O recuo na expectativa de inflação ocorre mesmo com a guerra no Oriente Médio, que encarece o petróleo. Na semana passada, o governo anunciou redução de imposto e manutenção de subsídios aos combustíveis. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esperar que a guerra contra o Irã acabe logo depois das eleições legislativas de novembro.
Para o PIB de 2026, a projeção recuou de 1,93% para 1,89%, abaixo do crescimento de 2,3% registrado em 2025, conforme o IBGE. Em 2027, a estimativa passou de 1,5% para 1,45%.
Nas projeções de macroeconomia, a Selic deve terminar 2026 em 13,75% ao ano, com cortes previstos para este ano e os próximos. A taxa está em 14% após quatro reduções neste ano. Para 2027 e 2028, as apostas são de 12% e 10,50%. O dólar deve encerrar 2026 a R$ 5,20; para 2027, a estimativa caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28.





