O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (11) “dizimar e destruir” o Irã caso Teerã execute planos de assassinato contra sua vida, enquanto o Departamento do Tesouro americano impôs sanções a um suposto financiador iraniano. A escalada retórica ocorre em meio a uma semana de renovados combates e preocupações sobre o futuro de um frágil cessar-fogo entre as duas nações.

Sanções e violação de acordo preliminar

O governo iraniano classificou a nova medida financeira como uma violação do acordo preliminar firmado entre os dois países no mês passado. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, teria chegado a Omã neste sábado para negociações mediadas pelo país do Golfo, sinalizando que a via diplomática ainda está aberta, apesar da tensão crescente.

As sanções do Tesouro visam um indivíduo identificado como financiador de atividades iranianas, em um movimento que Washington justifica como parte da estratégia de pressão máxima sobre o regime dos aiatolás. A medida ocorre em um momento em que os mercados globais monitoram de perto qualquer sinal de conflito no Oriente Médio, região crucial para a estabilidade dos preços do petróleo.

Ameaça militar e retórica inflamada

Em publicação na rede Truth Social na noite de sexta-feira, Trump afirmou que “1.000 mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares mais para seguir imediatamente, caso o governo iraniano aja contra a ameaça, pronunciada em muitos cantos do globo, de assassinar ou tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos”. O tom beligerante foi acompanhado da declaração de que “ordens já foram dadas, e as forças armadas dos EUA estão prontas, dispostas e capazes, por um período de um ano, sujeito a extensão, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã”.

A retórica presidencial levanta preocupações entre investidores sobre uma possível interrupção no fornecimento global de petróleo, já que o Irã é um dos maiores produtores da Opep. Analistas de risco geopolítico alertam que um conflito direto poderia disparar os preços da commodity e abalar a confiança nos mercados emergentes, especialmente no Oriente Médio.

Impacto nos mercados e perspectivas

Embora as bolsas americanas estejam fechadas no fim de semana, os futuros dos índices de Wall Street e as cotações do petróleo devem reagir na abertura da próxima semana. O barril do tipo Brent, referência internacional, já opera em níveis elevados devido às tensões anteriores, e qualquer escalada pode levar a novos picos.

Para o mercado de câmbio, o dólar tende a se fortalecer como porto seguro em momentos de crise geopolítica, enquanto moedas de países emergentes, como o real, podem sofrer pressão. Acompanhe a cobertura completa no exterior da SpaceMoney.