A Rússia desencadeou uma nova onda de ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia neste sábado (12), matando oito civis e ferindo dezenas de pessoas em ao menos cinco regiões do país, conforme informaram autoridades locais. A ofensiva ocorreu horas depois de Vladimir Putin afirmar que o envio de tropas europeias ao território ucraniano equivaleria a um confronto direto com Moscou.
A campanha aérea russa ganhou intensidade nas últimas semanas e passou a mirar a rede elétrica ucraniana às vésperas do inverno. De acordo com as autoridades, a estratégia busca desmoralizar a população civil e ampliar a pressão sobre Kiev.
Zaporíjia, Odessa e Donetsk concentram as vítimas
Em Zaporíjia, duas pessoas morreram e uma ficou ferida quando drones russos atingiram uma área residencial durante a noite. O balanço foi divulgado por Ivan Fedorov, chefe da administração regional. Já em Krivói Rog, um ataque deixou um morto e três feridos, segundo as autoridades locais.
No porto de Odessa, no Mar Negro, e em seus arredores, 35 pessoas ficaram feridas no que Oleh Kiper, chefe da região, classificou como um ataque maciço. Entre os imóveis danificados está um arranha-céu residencial, cujos andares superiores foram completamente destruídos.
Em Kramatorsk, na região de Donetsk — parcialmente ocupada pela Ucrânia —, três pessoas morreram quando drones atingiram automóveis. Outras duas perderam a vida em uma investida contra uma mercearia na região de Zhytomyr.
Contraofensiva ucraniana e recado de Putin aos europeus
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, disse que as forças do país atacaram duas instalações da indústria química na Rússia, uma em Samara e outra em Perm. Os governadores das duas regiões não comentaram o caso, mas o veículo independente russo Astra relatou ataques com drones contra fábricas químicas em ambos os locais.
Em declarações a jornalistas durante a cúpula do Brics, na Índia, Putin afirmou que governos europeus que decidirem enviar tropas à Ucrânia estarão entrando em uma guerra com a Rússia. O presidente russo também negou que seu país represente alguma ameaça ao continente europeu e sustentou que essa ameaça nunca existiu, segundo a Estadão Conteúdo.
As falas reforçam o tom de confronto no cenário externo, em um momento de escalada militar que já se estende por mais um inverno e mantém a Europa em alerta sobre os desdobramentos do conflito.





